Glossário Financeiro
Pagamento em data posterior à compra, normalmente em parcelas ou prestações. Desse modo, o comprador não paga, mas fica com uma dívida (o dever de pagar no futuro), e o vendedor, com um crédito (o direito de receber no futuro). Muitas vezes esse tipo de pagamento gera juros para o comprador.
Exemplo: essa loja aceita pagamento a prazo?
Ver também: à vista, dívida.
Pagamento no ato, imediatamente. Pagar à vista significa que o valor do produto ou do serviço é pago no momento da compra, de uma vez só. Se o pagamento não for em dinheiro, mas sim por meio eletrônico, o valor é descontado do comprador instantaneamente.
Exemplo: se eu comprar a televisão com pagamento à vista, a loja irá me dar um desconto.
Ver também: a prazo.
Em uma empresa de sociedade anônima (em geral, empresas grandes), o dinheiro para mantê-la funcionando pode ser dividido em pequenas partes chamadas ações. As ações são títulos mobiliários e podem ser comprados e vendidos na bolsa de valores. Quem compra uma ação passa a ser dono de uma pequena parte da empresa, ou seja, sócio. Se a empresa vai bem, a ação pode valer mais ou pagar uma parte do lucro, chamada dividendo. Mas se a empresa tiver problemas, o valor da ação pode cair, e a pessoa pode perder dinheiro.
Exemplo: eu sei que ações podem ser um investimento arriscado, mas destinei parte da minha reserva de aposentadoria a ações de uma empresa em que acredito. Como tenho muito tempo pela frente, mesmo que essas ações caiam um pouco no futuro imediato, acredito que vão se valorizar no médio prazo.
Ver também: bolsa de valores, debêntures, dividendos.
É um tipo de garantia muito comum em financiamentos de bens, como de carro ou casa. Na alienação fiduciária, o bem que é dado em garantia fica no nome da instituição financeira enquanto a dívida não for totalmente paga. Apesar de estar no nome da instituição financeira, o devedor fica com o bem e pode usá-lo normalmente enquanto paga o contrato. Quando termina de pagar, o bem passa automaticamente para o nome do devedor novamente. Mas se parar de pagar, a instituição financeira pode vender o bem para quitar a dívida.
Exemplo: financiei meu carro pelo banco, e ele está alienado em nome do banco em que tomei o empréstimo.
Ver também: hipoteca, letra hipotecária.
A alíquota é o percentual que deverá ser aplicado sobre uma base de cálculo para calcular o valor do imposto. A base de cálculo é o valor do bem sobre o qual se paga o imposto, podendo ser a renda, um imóvel, um automóvel, produtos ou serviços.
Exemplo: se a alíquota do imposto sobre um veículo em um determinado estado for de 4% e o valor de referência do carro (a base de cálculo) for de R$100 mil, o valor do imposto será de R$4 mil.
Ver também: IOF.
Uma dívida normalmente é composta de duas partes: o principal e os juros. Tecnicamente, amortização é o pagamento do principal, o que efetivamente reduz a dívida. No valor total de uma prestação, por exemplo, parte é destinada para amortizar (reduzir) a dívida, enquanto outra vai para o pagamento de juros e outros encargos (despesas financeiras). Popularmente, amortizar significa reduzir uma dívida, pagando as prestações aos poucos.
Exemplo: ao pagar um empréstimo de R$1.000 (o principal) em 10 parcelas de R$120, em cada parcela, R$100 são para a amortização, e os R$20 restantes vão para o pagamento de juros e encargos. Pretendo usar meu décimo-terceiro para fazer a amortização de uma parte de minha dívida. Assim, pagando antecipadamente as parcelas, recebo um desconto.
Ver também: dívida, empréstimo, encargo, financiamento, juros, parcelado, principal, saldo devedor.
É uma tarifa ou despesa que se paga, por ano, para se ter acesso a determinado produto ou serviço.
Exemplo: pesquisei bastante e acabei contratando um cartão de crédito que não cobra anuidade e ainda me oferece benefícios.
Ver também: tarifa bancária.
É a colocação do dinheiro poupado em algum tipo de investimento (caderneta de poupança, fundos de investimento, ações, previdência privada etc.), com o objetivo de obter ganho financeiro, isto é, de fazer esse dinheiro render (aumentar). Enquanto estiver aplicado, o dinheiro não fica disponível para uso imediato. Para usá-lo, é necessário, antes, solicitar ou fazer o resgate. Assim, além do rendimento da aplicação, é importante procurar saber as condições do resgate, especialmente se você necessitar do dinheiro antes de terminar o prazo da aplicação. É preciso se informar, por exemplo, sobre o prazo mínimo que o dinheiro deverá ficar aplicado para receber os rendimentos da aplicação, bem como os possíveis descontos sobre o valor investido.
Exemplo: estava com um dinheiro parado na conta e resolvi fazer uma aplicação em um fundo de renda fixa.
Ver também: investimento, juros, poupança, rentabilidade, retorno, resgate, risco.
Documento emitido pela empresa seguradora formalizando a aceitação da cobertura solicitada e expressando as condições básicas do seguro.
Exemplo: antes de contratar o seguro para o meu carro, vou ler a apólice com cuidado, para ter certeza de que o seguro cobre tudo de que eu realmente preciso.
Ver também: franquia, indenização, prêmio (em seguros), risco (em seguros), segurado, seguradora, seguro, sinistro.
Programa gratuito do Banco Central para a educação financeira de estudantes do ensino fundamental. O programa oferece projetos escolares com aulas prontas em que o conteúdo é apresentado de forma transversal e integrada às disciplinas curriculares obrigatórias, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para professores e gestores, são oferecidos cursos on-line certificados pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). O programa oferece ainda testes de Letramento Financeiro prontos para medir o progresso dos estudantes, com gabarito e manual para o professor.
Exemplo: a escola dos meus filhos aderiu ao Aprender Valor e agora eles vão ter educação financeira integrada com Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática.
Ver também: educação financeira.
Leasing (em português, arrendamento mercantil) é uma espécie de aluguel que permite a compra de um bem a prazo. Diferentemente de um financiamento comum, no leasing o cliente fica com a posse do bem arrendado, mas quem tem a propriedade real desse bem é a instituição financeira que viabilizou o arrendamento. Isto é, o cliente não se torna o dono efetivo do bem enquanto não pagar por ele totalmente. Ao final do contrato de arrendamento, o cliente pode adquirir a propriedade do bem arrendado, pode renovar o contrato ou pode devolver o bem à instituição que o arrendou, dependendo do tipo de leasing contratado. Assim como no caso do financiamento, se o cliente quiser antecipar a liquidação do arrendamento, pagando o valor das prestações restantes, tem direito a uma redução proporcional dos juros relativos às parcelas antecipadas. Mas, em regra, para ser possível a liquidação antecipada nas operações de leasing, tem que ser observado um prazo mínimo do arrendamento, que varia de acordo com o tipo de arrendamento e com o tempo de vida útil do bem arrendado.
Exemplo: quando se compra um carro por meio de leasing, é o nome da instituição financeira que aparece no campo “nome” do documento do veículo, porque o banco é o proprietário real do automóvel.
Ver também: crédito, dívida, empréstimo, financiamento, juros, leasing.
Ativo é qualquer bem, direito, investimento, propriedade que gera valor econômico e que pode ser vendido, para ser convertido em dinheiro, ou pode gerar renda.
Exemplo: quando comprei meu carro, pensei que era um belo ativo! Depois fui entendendo que, com tantas despesas associadas a esse bem e com a depreciação que ele sofre ao longo do tempo, ele tira é muito dinheiro do meu bolso.
Ver também: bolsa de valores, espécie (dinheiro em espécie), liquidez.
É um tipo de exigência feita pelos credores (financiador) para conceder um empréstimo ou financiamento. Uma pessoa faz um empréstimo (o avalizado) e outra dá o aval (o avalista): o avalista, na realidade, está prometendo pagar a dívida do avalizado, caso este não faça os pagamentos.
Exemplo: dar aval é muita responsabilidade, pois, se o devedor não pagar a dívida, o avalista terá que honrá-la.
Ver também: credor, devedor, dívida, garantia.
É quem vai receber o valor cobrado em um boleto. Normalmente, é uma empresa onde foi feita uma compra ou que prestou um serviço.
Exemplo: o banco recebe o pagamento feito pelo pagador e transfere o valor pago para a conta do beneficiário. Se o nome que aparece no campo “beneficiário” do boleto for diferente do nome da empresa em que a compra foi realizada, é importante consultar o banco que emitiu o boleto.
Ver também: boleto, mora, multa, pagador.
É a proibição de funcionamento do cartão de crédito ou débito por motivo de controle e segurança. A instituição financeira (banco, financeira, cooperativa de crédito etc.) envia para o cliente o cartão bloqueado, ou seja, impedido de funcionar. Para utilizar o cartão, o cliente precisa fazer o desbloqueio, normalmente em um caixa automático ou ligando para a central de atendimento da instituição financeira. Enquanto o cartão estiver em uso, o bloqueio também pode ocorrer a pedido do cliente ou por ordem da própria instituição, caso ocorra algum problema com o cartão, como uma falha de segurança, por exemplo.
Exemplo: em caso de roubo, furto ou perda de cartão, ligue para o banco e peça o bloqueio imediatamente.
Ver também: cartão de crédito, cartão de débito, desbloqueio.
##### BOLETO DE COBRANÇA
É um documento de cobrança que permite o pagamento de um valor devido em função de uma compra ou prestação de serviço. Até a data do vencimento, o boleto pode ser pago em diversos estabelecimentos, como agências bancárias, cooperativas de crédito, caixas eletrônicos, casas lotéricas e supermercados. Após o vencimento, normalmente, o boleto só pode ser pago em um posto de atendimento, home banking ou agência da instituição financeira que emitiu o documento.
Exemplo: comprei um livro pela internet e escolhi boleto bancário como opção de pagamento.
Ver também: cedente, juros, mora, multa, sacado.
Uma bolsa de valores é um ambiente regulado e organizado que funciona como uma feira ou mercado de negociação que proporciona o encontro entre quem quer vender certos ativos financeiros (empresas ou outros investidores) e quem quer comprar esses ativos. Em uma bolsa de valores, podem ser comprados e vendidos ações de empresas de capital aberto, debêntures, cotas de fundos de investimento imobiliários (FIIs), fundos de índices (Exchange Traded Funds – ETFs) e outros ativos financeiros. No Brasil, a bolsa oficial é a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, resultante da fusão entre a antiga Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).
Exemplo: uma forma popular de dizer que está comprando ações é dizer que está investindo na bolsa de valores.
Ver também: ações, commodities, debêntures.
O Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS) é um sistema do Banco Central que mostra os relacionamentos de bancos, financeiras, administradoras de consórcio e outras instituições financeiras com os seus clientes. O CCS não contém informações sobre valores, movimentação financeira, saldo de contas, aplicações, bens guardados e dados pessoais. O Relatório do CCS não mostra números de agências e de contas, nem saldos ou dados cadastrais. Ele mostra em quais bancos e outras instituições você tem ou teve conta, investimento ou outro relacionamento financeiro. Você pode consultar o seu Relatório do CCS por meio do Sistema Registrato, disponível no portal do BC na internet, em htps://www.bcb.gov.br/meubc/registratot.
Exemplo: a cada seis meses, tiro um relatório do CCS. Desta última vez, me surpreendi com a existência de uma conta-corrente em meu nome, que eu nunca abri.
Ver também: CCF, Registrato, SRC, CCS.
Ao contrário de cadastros restritivos, que informam bancos, financeiras, lojas e outras instituições sobre as dívidas em aberto de maus pagadores, o cadastro positivo procura informar essas instituições sobre bons pagadores, que pagam suas obrigações em dia (no vencimento, sem atraso). O objetivo é que esses estabelecimentos possam oferecer aos bons pagadores melhores condições (juros, prazo etc.) nas concessões de crédito. A inclusão de nome e dados do consumidor em cadastros positivos só acontece se ele concordar.
Exemplo: como a adesão ao cadastro positivo é opcional (não obrigatória), o consumidor não pode ser pressionado a aderir, como condição para obter o crédito.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), crédito, dívida, negativado, restrição cadastral.
Cadastros restritivos são aqueles que informam bancos, financeiras, lojas e outras instituições sobre as dívidas em aberto de maus pagadores. Essas listas de inadimplentes administradas por órgãos de proteção ao crédito são bancos de dados que registram pendências financeiras. Quando não paga uma dívida, a pessoa física ou jurídica pode ser negativada, ou seja, pode ser inscrita em um cadastro restritivo. Os principais cadastros restritivos no Brasil são aqueles administrados pelos seguintes birôs de crédito: Boa Vista SCPC, Quod, Serasa Experian e SPC Brasil. Além desses, são também cadastros negativos o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF), gerido pelo Banco Central, e o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), gerido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Exemplo: no ano passado, tive um descontrole financeiro sério. Não consegui pagar várias dívidas e fui parar em cadastros restritivos.
Ver também: Cadin, CCF, negativado, pessoa física, pessoa jurídica, Registrato, SRC.
A conta de depósitos de poupança, popularmente conhecida como “conta-poupança”, “conta de poupança”, “caderneta de poupança” ou simplesmente “poupança”, é um tipo de investimento criado com o objetivo de estimular a economia popular. Assim, para abrir e manter uma caderneta de poupança, o cliente não paga tarifas, não paga imposto de renda sobre o dinheiro aplicado e ainda pode depositar pequenos valores, que passam a gerar rendimentos mensalmente. Se um valor depositado na conta de poupança não for mantido aplicado por pelo menos um mês, isto é, se for resgatado antes, não ocorrerá remuneração desse dinheiro.
Assim como acontece com outros tipos de investimento (CDBs, RDBs, RDCs, LCIs, LCAs e Letras de Câmbio), o dinheiro depositado na caderneta de poupança é protegido até um determinado valor (R$250 mil em outubro/2025) pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Assim, se a instituição onde está a conta-poupança quebrar, o investidor receberá seu dinheiro de volta.
Exemplo: todo mês, eu aplico um dinheirinho na minha caderneta de poupança.
Ver também: aplicação, investimento, poupança, rentabilidade, tarifa bancária.
O Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) é um banco de dados no qual estão registrados os nomes de pessoas físicas e jurídicas em débito perante instituições públicas federais e com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS). Sistema gerido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Cadin também pode conter inscrições na dívida ativa de estados, Distrito Federal e municípios, e em autarquias profissionais e conselhos de classes. A inscrição no Cadin pode restringir o recebimento de recursos públicos e a capacidade de contratar com a administração pública federal.
Exemplo: alguns anos atrás, tentei pegar um financiamento estudantil pelo Fies, mas não consegui porque tinha uma dívida vencida e não paga com a Receita Federal e fui inscrito no Cadin.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), negativado.
Ferramenta gratuita desenvolvida pelo Banco Central para o cálculo de operações financeiras com juros compostos, tais como aplicações, investimentos, empréstimos, financiamentos. A calculadora oferece também a correção de valores, usando índices como rendimento da caderneta de poupança, IPCA, IGPM, Taxa Selic, Taxa Legal. A calculadora pode ser baixada no Google Play e na App Store, e pode também ser consultada no site do Banco Central.
Exemplo: antes de fazer uma compra financiada, sempre faço simulações na Calculadora do Cidadão, inclusive para conferir se a taxa de juros corresponde ao que está anunciado. Para saber em valores de hoje quanto paguei pela casa que comprei quinze anos atrás, usei a Calculadora do Cidadão.
Ver também: aplicação, CET, empréstimo, juros compostos, TR, Taxa Selic.
##### CARNÊ DE PAGAMENTO. CREDIÁRIO
É um bloco com os boletos para pagamento das prestações de uma compra parcelada. Cada folha do bloco corresponde a uma prestação.
Exemplo: comprei uma geladeira em 36x no carnê. Preciso lembrar que tenho esse carnê para pagar e, nos próximos três anos, todo mês devo separar do meu salário o valor da prestação.
Ver também: boleto, crédito, dívida.
É um documento emitido por uma instituição financeira ou administradora de consórcio afirmando que seu portador possui um crédito disponível no valor nele especificado. São vários os exemplos de carta de crédito: uma instituição financeira pode fornecer uma carta de crédito após aprovação prévia de crédito para financiamento de imóveis (casa, apartamento etc.), bem como para pagamento de operações de importação ou exportação. No caso de operações de consórcio, é o documento que o consorciado recebe ao ser contemplado por sorteio ou por lance e que indica o valor a que ele tem direito, além de definir como o consorciado deve agir para utilizar os recursos ou adquirir o bem ou o serviço.
Exemplo: após entregar toda a documentação que a administradora de consórcio pediu, consegui minha carta de crédito e agora posso ir à concessionária escolher meu carro.
Ver também: consórcio, contemplação, crédito, lance.
É um meio de pagamento, normalmente sob a forma de um cartão de plástico ou um cartão virtual, utilizado na aquisição de produtos ou serviços. Ao pagar uma compra com o cartão de crédito, o consumidor assume a responsabilidade de pagar o valor daquela despesa na data do vencimento da fatura, juntamente com os outros gastos pagos com o cartão de crédito. Caso não pague o valor total da fatura em um mês, o valor que deixou de ser pago voltará a ser cobrado na próxima fatura, só que acrescido de juros.
Um detalhe importantíssimo sobre esses juros: assim como acontece no caso do cheque especial, os juros do cartão de crédito de quem não pagou a fatura integral têm as mais altas taxas de juros no mercado. Em pouco tempo, uma fatura de cartão de crédito que não foi paga integralmente pode se transformar em uma bola de neve.
Exemplo: sempre pago em dia o total da minha fatura de cartão de crédito para não pagar juros.
Ver também: crédito, crédito rotativo, juros, meio de pagamento, pagamento mínimo.
É um meio de pagamento, normalmente sob a forma de um cartão de plástico ou um cartão virtual, utilizado na aquisição de produtos e serviços. Ao pagar uma compra com o cartão de débito, o valor é automaticamente debitado da conta-corrente do dono do cartão.
Exemplo: para não ter que sair com muito dinheiro na carteira, costumo pagar minhas compras no cartão de débito. Caso a loja não aceite essa forma de pagamento, pago no Pix, ou posso ir a um caixa automático e, com o mesmo cartão, sacar o dinheiro necessário.
Ver também: conta-corrente, débito, meio de pagamento.
##### CADASTRO DE EMITENTES DE CHEQUES SEM FUNDOS (CCF)
Funciona como um banco de dados com as informações das pessoas que passaram cheque sem fundos, isto é, sem ter em sua conta-corrente o dinheiro necessário para honrar o pagamento daquele cheque.
Exemplo: antes de passar um cheque, eu sempre olho se tenho dinheiro do banco, senão posso acabar com o nome no CCF.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), cheque, conta-corrente, negativado, restrição cadastral.
Veja Cadastro de Clientes do SFN (CCS).
##### CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título privado que representa um depósito a prazo feito por uma pessoa física ou jurídica. O CDB é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro para a instituição financeira, com a expectativa de receber seu capital de volta, em data futura (por isso é um depósito a prazo), acrescido dos juros previstos quando fez a aplicação. Os CDBs podem ter liquidez variada, sem nenhum prazo de carência ou com uma carência maior para resgate. A depender do contrato, se o investidor resgatar antes do prazo mínimo, a remuneração pode ser reduzida. Os CDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até os limites previstos, o que garante a eles a mesma segurança da caderneta de poupança e de outros investimentos. Bancos, Caixa Econômica Federal e financeiras podem emitir CDBs como mecanismos de captação de recursos.
Exemplo: fiquei à vontade para investir em CDBs do Banco XYZ, pois o total do investimento estava dentro dos valores cobertos pelo FGC.
Ver também: aplicação, FGC, investimento, juros, RDB, RDC, retorno.
O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é uma espécie de título emitido pelas instituições financeiras para registrar os depósitos feitos entre elas com o propósito de regularizar seu fluxo de caixa diário. Os bancos têm que encerrar o dia com um valor mínimo de dinheiro em caixa. É muito frequente que, ao fim do dia de negócios, uma instituição tenha dinheiro sobrando, enquanto outra não atinge o mínimo obrigatório. Nesses casos, um banco empresta dinheiro para o outro por um prazo curtíssimo, em geral de um dia. Assim, o CDI funciona como um mecanismo permanente de acerto de contas diário entre os bancos. E a taxa de juros média empregada pelos bancos para essas operações é chamada de taxa CDI. Essa taxa, que sempre fica muito próxima da Taxa Selic, é também uma importante referência no mercado financeiro, sendo usada como base para o rendimento de diversos investimentos de renda fixa, como CDB, LCI, LCA e fundos.
Exemplo: não me deixei levar pela primeira impressão de uma aplicação que prometia 110% do CDI, pois essa era uma taxa bruta, sujeita ao desconto do imposto de renda.
Ver também: CDB, LCI, LCA, IPCA, Selic (Taxa Selic).
Veja Beneficiário.
Veja Custo Efetivo Total (CET).
É uma ordem de pagamento à vista e vale a quantia em dinheiro nela escrita. Quem passa um cheque deve ter seu valor em dinheiro na instituição financeira (“fundos”), pois a instituição deve pagar, à vista, essa quantia a quem recebeu o cheque como forma de pagamento ou a quem estiver de posse do cheque.
Exemplo: antes de pagar alguma coisa com cheque, eu sempre olho se tenho dinheiro na conta-corrente, senão posso acabar no CCF com o nome sujo.
Ver também: CCF, meio de pagamento, restrição cadastral.
É um tipo de empréstimo pré-aprovado para o cliente de uma instituição financeira. Quando o dinheiro que o cliente tem depositado em sua conta-corrente não é suficiente para cobrir o valor de cheques que tenha emitido ou de outros pagamentos que precise fazer, ele pode recorrer ao limite de cheque especial aprovado pela instituição financeira. Quando usa o cheque especial, o cliente fica devendo não só o valor utilizado, mas também os juros que são cobrados pelo empréstimo.
Exemplo: o cheque especial é um dos tipos de empréstimo com taxas de juros mais caras, só uso em situações de extrema emergência e tento repor o dinheiro o mais rápido possível.
Ver também: cheque, conta-corrente, empréstimo, juros, saldo disponível.
É o cheque utilizado para o pagamento de compras a prazo. Quando o pagamento é feito com cheques pré-datados, o vendedor (loja ou pessoa que aceitou o cheque) se compromete a descontar os cheques somente nas datas combinadas, e o comprador se compromete a ter saldo suficiente em conta para pagar esses cheques nessas mesmas datas.
Exemplo: passei dois cheques pré-datados para pagar as compras de fim de ano, um para 30 e outro para 60 dias. Tenho que planejar para ter o dinheiro na conta nos dias 20 de janeiro e de fevereiro, quando os cheques vão bater na conta.
Ver também: a prazo, CCF, cheque, crédito.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional, responsável pela formulação da política da moeda e do crédito. O CMN (pronuncia-se “Cemenê”), composto pelos Ministros da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central, tem como objetivos a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País.
Exemplo: a meta para a inflação no Brasil definida pelo CMN para 2026 é 3,0%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, espera-se que a inflação fique entre 1,5% e 4,5% no ano.
Ver também: Copom, IPCA, Selic (Taxa Selic).
Commodities são matérias-primas (produtos de origem mineral ou agrícola, brutos ou com baixo nível de industrialização) que atendem a padrões de composição e qualidade no mercado internacional. Em função de suas características padronizadas, não há praticamente diferenças entre produtos do mesmo tipo classificados como commodities, independentemente de quem os produziu ou de sua origem. Produzidas e comercializadas em larga escala, as commodities têm o seu preço determinado em bolsas de valores internacionais, com base na oferta e procura global.
Exemplo: o Brasil é um dos principais exportadores de algumas das commodities mais importantes no mundo de hoje, como soja, minério de ferro e petróleo bruto.
Ver também: bolsa de valores.
É a pessoa ou empresa que participa de um grupo de consórcio, podendo ter uma ou mais cotas de participação.
Exemplo: nem precisei oferecer um lance, pois fui o consorciado contemplado no primeiro sorteio do grupo.
Ver também: consórcio, contemplação, cota, financiamento, grupo, lance.
É a reunião de pessoas ou empresas em grupos organizados por uma administradora de consórcio, com o objetivo de juntar seus recursos financeiros para financiar aos seus próprios membros a aquisição de bens ou serviços.
Exemplo: o consórcio é uma alternativa para adquirir um bem, como uma moto, um carro ou um imóvel.
Ver também: cota, financiamento, grupo.
##### CONTA PARADA
Conta-corrente sem movimentação (saques, depósitos etc.) pelo cliente. A inatividade não encerra a conta e não elimina a cobrança de tarifas que o contrato prever.
Exemplo: deixei uma conta que tinha no Banco A inativa e, quando fui ver, tinham sido cobradas tarifas mensais de pacote de serviços. Fiquei no vermelho.
Ver também: no vermelho, pacote de serviços, tarifa bancária.
É o nome como é popularmente conhecida a conta de depósitos à vista. É a maneira mais comum de manter dinheiro em uma instituição financeira. Funciona como um cofre, em que o cliente deposita seu dinheiro e pode ter acesso a serviços como pagamento de contas, saques, transferências, emissão de cheques e realização de compras com cartão de débito, entre outros. Para guardar o dinheiro e oferecer serviços como os citados, a instituição financeira pode cobrar tarifas, mas o cliente é quem escolhe se prefere pagar uma tarifa individualizada por cada serviço que utilizar ou uma tarifa única que dá direito a um pacote de serviços.
Todo banco é obrigado a oferecer um Pacote de Serviços Essenciais totalmente gratuito para pessoas físicas. Esse pacote garante um conjunto mínimo de serviços sem cobrança, incluindo saques, transferências, extratos e cartões de débito. Além disso, bancos digitais e fintechs oferecem contas correntes sem taxa de manutenção e com serviços gratuitos.
Exemplo: antes de abrir uma conta-corrente, vou comparar a Tabela de Tarifas de cada banco, para saber qual cobra mais barato pelos serviços que vou usar.
Ver também: cartão de débito, cheque, cheque especial, pacote de serviços, saldo disponível, tarifa bancária.
Veja Caderneta de poupança (Conta de poupança ou conta de depósito de poupança).
É o evento que dá ao consorciado ativo o direito de obter o crédito necessário para a aquisição do bem ou serviço previsto no contrato de consórcio ou, no caso de consorciado excluído, a restituição dos valores pagos a que tenha direito. A contemplação ocorre em uma assembleia e pode ser por sorteio ou por lance.
Exemplo: estou juntando um dinheiro para dar um lance alto na próxima assembleia e ver se consigo a contemplação da minha cota.
Ver também: consórcio, cota, fundo comum, grupo, lance.
Em um consórcio, significa o pagamento que o consorciado deve fazer mensalmente em razão da sua cota de consórcio. O valor total da contribuição é formado necessariamente pelos valores destinados ao fundo comum e à taxa de administração, podendo ainda incluir valores relativos a seguro e fundo de reserva, dependendo do contrato.
Exemplo: quando um consorciado é excluído do grupo, ele não tem direito à restituição do valor total das contribuições realizadas. Os valores relativos à taxa de administração, por exemplo, não são reembolsáveis.
Ver também: consorciado, consórcio, cota, fundo comum, fundo de reserva, taxa de administração.
O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão do Banco Central (BC) que define a taxa básica de juros da economia – a Selic. Uma vez definida a taxa Selic, o BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa de juros no valor definido na reunião. As decisões do Copom são tomadas visando o cumprimento da meta para a inflação. Formado pelo Presidente e pelos diretores do BC, o Copom reúne-se ao longo do ano a cada 45 dias, seguindo calendário divulgado no ano anterior. Todos os membros do Copom presentes na reunião votam, e seus votos são publicamente divulgados.
Exemplo: o Copom toma suas decisões conforme as expectativas de inflação, o balanço de riscos e a atividade econômica, definindo a taxa Selic para que a inflação medida pelo IPCA fique na meta definida pelo CMN.
Ver também: CMN, IPCA, Selic (Taxa Selic).
Pessoa ou empresa que possui uma conta-corrente em uma instituição financeira, como um banco ou uma cooperativa de crédito.
Exemplo: tenho conta no mesmo banco há dez anos, mas nunca fui um correntista, pois tenho apenas uma conta de poupança.
Ver também: caderneta de poupança, conta-corrente.
Em um consórcio, significa uma identificação numérica da participação do consorciado em um grupo de consórcio. Cada grupo de consórcio é formado por um número definido de cotas, e cada consorciado pode participar do grupo com uma ou mais cotas.
Exemplo: estou torcendo para minha cota ser contemplada na próxima assembleia do consórcio.
Ver também: consorciado, consórcio, contemplação, grupo.
É um termo geral utilizado para nomear as diferentes maneiras com que bancos, financeiras e outras instituições emprestam dinheiro a seus clientes. Ou seja, quando essas instituições emprestam dinheiro para alguém ou financiam alguma compra de uma pessoa, elas estão concedendo um crédito.
Exemplo: em uma operação de crédito, quem empresta o dinheiro é chamado credor, e quem toma o dinheiro emprestado é chamado devedor.
Ver também: cheque especial, conta-corrente, credor, débito, devedor, empréstimo, financiamento, operação de crédito.
Em um extrato bancário, os créditos, que aparecem marcados com a letra “C” ao lado do valor registrado, informam as entradas de dinheiro na conta-corrente.
Exemplo: quando eu faço um depósito na minha conta, eu posso enxergá-lo tirando o extrato. O crédito do valor aparece com um “C” ao lado da quantia que depositei.
Ver também: conta-corrente, débito, extrato.
Ver empréstimo consignado.
É um valor que a instituição financeira deixa disponível para que o cliente pegue emprestado sempre que precisar, sem que ele precise ir ao banco para contratar o empréstimo. O tipo mais comum é o cheque especial, que pode ser utilizado quando a conta-corrente de uma pessoa fica sem recursos.
Essa facilidade tem um preço: o crédito pré-aprovado, assim como o cartão de crédito de quem não pagou a fatura integral, costuma ter as mais altas taxas de juros no mercado. Em pouco tempo, taxas de juros tão altas podem transformar a dívida em uma bola de neve.
Exemplos de uso: meu banco oferece R$500 de limite no cheque especial. Os juros são bem altos, mas o crédito é pré-aprovado.
Ver também: cheque especial, conta-corrente, crédito, empréstimo, juros.
É um tipo de empréstimo oferecido pelas operadoras de cartão de crédito para os clientes terem a possibilidade de não pagar, na data do vencimento, o valor total da fatura do cartão de crédito. Isto é, por causa do crédito rotativo, é possível que o cliente pague, no dia do vencimento, qualquer valor entre o pagamento mínimo e o total da fatura. A diferença entre o valor total que deveria ter sido pago e o valor que o cliente efetivamente pagou na data do vencimento é financiada pelo banco e será incluída, acrescida de juros, na fatura do mês seguinte. Quando o cliente não paga o total da fatura, é como se ele estivesse automaticamente pegando emprestado o valor que ele deixou de pagar.
O uso do rotativo (pagamento do mínimo) pode ocorrer apenas até o vencimento da fatura seguinte, um período de 30 dias. Caso a fatura total não seja paga após esse mês, o consumidor não poderá mais pagar apenas o mínimo, sendo obrigado a optar por uma destas opções: o pagamento integral ou o parcelamento da fatura, que deve ter juros inferiores aos do rotativo.
Um detalhe importantíssimo sobre esses juros: os juros cobrados pela fatura do cartão de crédito que não foi paga integralmente na data do vencimento têm as mais altas taxas no mercado. Em pouco tempo, uma fatura de cartão de crédito que não foi paga integralmente pode se transformar em uma bola de neve. Um detalhe: a regulamentação estabeleceu um teto para os juros e encargos do crédito rotativo e do parcelamento da fatura: o valor total da dívida, após 12 meses de inadimplência, não pode ultrapassar o dobro (100%) do valor original devido.
Exemplo: por causa dos juros, o valor que entra no crédito rotativo pode aumentar rapidamente e trazer dificuldades de pagamento no futuro.
Ver também: cartão de crédito, crédito, empréstimo, financiamento, juros, pagamento mínimo, saldo devedor.
Pessoa ou instituição que concede crédito, isto é, que empresta dinheiro ou faz venda através de carnê, por exemplo. O credor é aquele para quem o devedor deve.
Exemplo: peguei R$500 emprestados na financeira, agora ela é minha credora.
Ver também: carnê, crédito, devedor, empréstimo.
Taxa expressa em número percentual que corresponde a todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito. Inclui a taxa de juros, as tarifas, os impostos e outras despesas. O CET precisa ser informado antes da concessão do empréstimo ou financiamento e serve como o mais poderoso instrumento de comparação de custo de uma operação de crédito.
Exemplo: os juros do Banco X eram mais baixos, mas, quando comparei o CET, vi que as condições do Banco Y eram melhores, pois, apesar de os juros serem um pouco mais altos, os encargos eram bem menores.
Ver também: crédito, empréstimo, financiamento, IOF, juros.
São títulos de dívida emitidos por uma empresa de sociedade anônima para financiar projetos, expandir operações ou reestruturar dívidas da empresa. Ao comprar debêntures, o investidor está emprestando dinheiro à empresa e torna-se um credor dela, adquirindo o direito de receber uma remuneração futura normalmente composta do valor principal acrescido de juros.
Exemplo: sei que debêntures não são protegidas pelo FGC ou pelo FGCoop, mas resolvi diversificar mais meus investimentos e comprei debêntures conversíveis da empresa XYZ, que podem ser convertidas em ações da empresa.
Ver também: ações, bolsa de valores.
De uma forma geral, significa dívida.
Exemplo: estou em débito com o Fernando, devo R$50 a ele.
Ver também: crédito, credor, devedor, dívida.
Em um extrato bancário, os débitos, que aparecem marcados com a letra “D” ao lado do valor registrado, informam as saídas de dinheiro na conta-corrente.
Exemplo: fiz uma compra com a função débito do cartão e apareceu o valor da compra, com um “D”, no extrato da minha conta, diminuindo o saldo.
Ver também: conta-corrente, crédito.
É uma forma de pagamento de contas (água, luz, gás, telefone etc.) na qual os valores devidos são retirados diretamente da conta-corrente do cliente na data programada. Colocando uma conta em débito automático, não é mais necessário ir ao banco para fazer seu pagamento e se evita o risco de perder a data de seu vencimento. É preciso, porém, lembrar-se de deixar dinheiro suficiente no banco para que a conta não fique no vermelho.
Exemplo: coloquei minha conta de luz em débito automático, assim eu não me esqueço de pagá-la nem corro mais o risco de pagar multas e de ficar no escuro.
Ver também: boleto, carnê, conta-corrente, débito, mora, multa.
É o ato ou efeito de desbloquear. Quando se trata de finanças, é possível desbloquear um cheque, um depósito, um cartão de débito ou crédito etc. No caso dos cartões, é a retirada do bloqueio de um cartão de crédito ou débito, fazendo com que ele se torne pronto para utilização. Por motivos de controle e segurança, os cartões são enviados bloqueados pelos bancos para os clientes. Quando o dono do cartão solicita seu desbloqueio, normalmente em um caixa automático ou ligando para a central de atendimento do banco, isso significa que ele está autorizando a utilização daquele cartão para o pagamento de compras ou a realização de saques.
Exemplo: recebi meu cartão pelo correio, mas só preciso desbloqueá-lo quando tiver certeza de que o usarei.
Ver também: bloqueio, cartão de crédito, cartão de débito, crédito, débito.
É o gasto de todo tipo, fixo ou variável, alto ou baixo, com produtos ou com serviços.
Exemplo: este mês meu salário deu para cobrir todas as despesas e ainda poupei um pouco.
Ver também: receita.
Pessoa ou empresa que tem uma dívida a pagar, isto é, que pegou dinheiro emprestado ou fez uma compra parcelada, por exemplo, através de carnê.
Exemplo: peguei R$500 emprestados na financeira, agora sou devedor dela.
Ver também: carnê, crédito, credor, débito, dívida, empréstimo.
É a obrigação de pagar algum valor.
Exemplo: toda vez que eu faço uma compra a prazo, estou contraindo uma dívida.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), a prazo, credor, devedor, juros, principal.
Dividendos são frações do lucro de uma empresa de sociedade anônima que representam uma forma de divisão dos lucros da empresa entre seus acionistas. Ao comprar ações e se tornar sócio da empresa, o investidor passa a ter direito a receber parte dos lucros, proporcionalmente ao número de ações que possui.
Exemplo: as ações que comprei da empresa XYZ se valorizaram, mas não recebi dividendos porque o Conselho de Administração da empresa decidiu reinvestir o lucro para expandir os negócios.
Ver também: ações.
A duplicata é um título de crédito que representa uma venda a prazo. Ela funciona como uma garantia de recebimento para o vendedor e um compromisso de pagamento para o comprador. Ao realizar a venda do produto ou do serviço, o vendedor emite a duplicata, e o comprador reconhece o débito. Na data do vencimento da duplicata, o comprador deve fazer o pagamento ao fornecedor – diretamente ou por meio de uma instituição financeira.
Exemplo: uma duplicata é um documento que comprova que o fornecedor vendeu um produto ou prestou um serviço e que o comprador deve ao fornecedor e fará o pagamento correspondente em uma data futura.
Ver também: boleto, nota promissória.
Educação financeira é o processo mediante o qual consumidores e investidores financeiros melhoram a sua compreensão sobre produtos, conceitos e riscos financeiros e, por meio de informação, instrução ou aconselhamento objetivo, desenvolvem as habilidades e a confiança necessárias para se tornarem mais cientes dos riscos e das oportunidades financeiras, para fazer escolhas baseadas em informação, saber onde procurar ajuda e realizar outras ações efetivas que melhorem o seu bem-estar financeiro.
Exemplo: estou feliz porque meus filhos vão receber educação financeira na escola por meio do Programa Aprender Valor
Ver também: Aprender Valor.
É o mecanismo utilizado para ter disponível, no presente, uma quantia em dinheiro que só se conseguiria alcançar no futuro e fazendo poupança. O valor emprestado, mais os juros e encargos cobrados pela instituição financeira, constitui uma dívida, que deverá ser paga na forma e no prazo combinados (valor e quantidade de parcelas, por exemplo). No empréstimo, o valor emprestado não tem destinação específica, isto é, a pessoa pode utilizar o dinheiro que pegou emprestado onde e como quiser.
Exemplo: é comum as pessoas pegarem empréstimos para cobrir despesas inesperadas. Uma forma de evitar essa prática e o pagamento de juros é juntar todo mês um dinheiro na caderneta de poupança, ou em outra aplicação segura e com alta liquidez, para ter de onde tirar caso ocorram situações emergenciais.
Ver também: amortização, CET, crédito, dívida, encargo, financiamento, juros.
Empréstimo consignado é um tipo de empréstimo cujas prestações caem diretamente na folha de pagamento. Assim, a pessoa que pegar um crédito consignado vai receber seu pagamento (salário, pensão, aposentadoria) já diminuído do valor da prestação do empréstimo, até quitar a última prestação.
Exemplo: ao pegar um empréstimo consignado, a pessoa não pode mais contar com seu salário inteiro, pois o pagamento do empréstimo já vai ser descontado na fonte.
Ver também: margem consignável, portabilidade de crédito, saldo devedor.
##### CRÉDITO PESSOAL
É um tipo de empréstimo que os bancos e outras instituições financeiras concedem aos clientes sem que estes precisem comprovar a finalidade, isto é, sem precisar dizer à instituição financeira onde o dinheiro será usado. Em outras palavras, é um dinheiro que poderá ser usado como a pessoa quiser.
Normalmente as taxas de juros do empréstimo pessoal são bem mais altas que as taxas do crédito consignado, porém costumam ser muito mais baixas que as taxas de cheque especial e do rotativo do cartão de crédito.
Exemplo: tive uma despesa extra no começo deste mês e estou pensando em pegar um empréstimo pessoal para não ficar sem dinheiro antes de o mês acabar. Também posso usar o limite do cheque especial, mas me disseram que a taxa de juros é maior. Vou conferir a taxa de cada opção antes de decidir!
Ver também: cheque especial, crédito, crédito consignado, empréstimo, financiamento, juros, encargo.
É um termo geral utilizado para nomear os valores que as instituições financeiras cobram dos clientes quando emprestam dinheiro ou realizam outras operações financeiras. Os encargos podem ser tarifas, comissões, impostos, seguros etc. São esses encargos que, somados às taxas de juros, constituem o Custo Efetivo Total (CET).
Exemplo: os encargos financeiros dos empréstimos nesse banco são muito altos, vou procurar outro.
Ver também: CET, tarifa bancária.
Dinheiro em espécie, também chamado de dinheiro físico ou, mais popularmente, dinheiro vivo, é representado por cédulas em papel e moedas metálicas que funcionam como meio de troca e circulam fisicamente no país. É a forma de pagamento tradicional, sem a necessidade de uso de recursos tecnológicos, usada para pagamentos imediatos.
Exemplo: no dia primeiro, saco dinheiro em espécie para pagar as pequenas compras que farei ao longo do mês.
Ver também: ativo.
É um relatório ou lista, em ordem temporal, de tudo que aconteceu. É um histórico. Se o extrato é da contacorrente, ele demonstra, no intervalo de tempo desejado, tudo que entrou e tudo que saiu da conta.
Exemplo: mensalmente faço a comparação do extrato bancário com meu orçamento pessoal para conferir minhas despesas e receitas e verificar se consegui poupar e manter meus gastos dentro do que eu tinha planejado.
Ver também: conta-corrente, despesa, receita.
As Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), popularmente conhecidas como financeiras, são instituições privadas não bancárias que concedem empréstimos, financiamentos e capital de giro, com foco especial em bens duráveis, veículos e crédito ao consumidor. Regulamentadas pelo Banco Central, as SCFIs captam recursos especialmente por meio da emissão de letras de câmbio (LC), letras financeiras (LF), mas também podem emitir, LCAs, LCIs, CDBs e RDBs. As financeiras atendem especialmente pessoas físicas e pequenas empresas que buscam crédito rápido e aquisição de bens de consumo (carros, motocicletas, eletrodomésticos). As SCFIs estão associadas a menor burocracia do que os bancos. Quando atuam em nichos com maior risco, como negativados, as financeiras oferecem crédito com taxas de juros mais altas.
Exemplo: ao pegar um empréstimo consignado, a pessoa não pode mais contar com seu salário inteiro, pois o pagamento do empréstimo já vai ser descontado na fonte.
Ver também: CDB, LCA, LCI, letra de câmbio, letra financeira, margem consignável, negativado, portabilidade de crédito, RDB, saldo devedor.
##### PARCELAMENTO. COMPRA PARCELADA. COMPRA A PRAZO
É um crédito que a pessoa obtém para comprar um bem, como uma casa, um carro, um eletrodoméstico. O pagamento do bem é feito de forma parcelada por meio de carnês, boletos de cobrança, débitos em contacorrente, cartão de crédito, cheques etc. O financiamento pode incluir custos como juros, tarifas, impostos, entre outros encargos. A diferença do financiamento para o empréstimo é que o financiamento é para comprar um bem específico, que normalmente fica como garantia do valor financiado.
Exemplo: faltam pagar dez prestações do financiamento da minha moto.
Ver também: alienação fiduciária, a prazo, amortização, boleto, carnê, cartão de crédito, cheque, encargo, juros, arrendamento mercantil (leasing), portabilidade de crédito, PRICE, principal, SAC, saldo devedor, tarifa bancária.
Valor expresso na apólice que representa a parte do prejuízo que o segurado deverá pagar no caso da ocorrência de sinistro.
Exemplo: tive uma pequena batida no trânsito, mas nem vou acionar o seguro, pois o conserto vai ficar mais barato do que a franquia.
Ver também: apólice, indenização, prêmio (em seguros), risco (em seguros), segurado, seguradora, seguro, sinistro.
É a soma dos valores pagos pelos consorciados que se destinam à aquisição dos bens que serão contemplados. A taxa de administração não faz parte do fundo comum, pois ela é a remuneração paga à administradora do consórcio pelos serviços. O fundo comum inclui também o valor das restituições que serão pagas aos consorciados excluídos.
Exemplo: quando um consorciado é excluído do grupo, ele tem direito à restituição dos valores pagos ao fundo comum. A parte das contribuições mensais destinada à taxa de administração, por exemplo, não é reembolsável.
Ver também: consorciado, consórcio, contemplação, contribuição, cota, fundo de reserva, taxa de administração.
É um tipo de investimento que junta o dinheiro de várias pessoas para fazer aplicações em opções de investimento que exigem um volume de recursos que alguém sozinho dificilmente teria. Como a quantia investida por cada pessoa representa uma parte ou cota do dinheiro total do fundo, os participantes são chamados de cotistas. A administração do fundo é realizada por especialistas em investimentos, geralmente funcionários das instituições financeiras.
Exemplo: estou querendo investir um pouco em fundos de investimento. Eu vi que existem vários tipos de fundos, com rentabilidade fixa e variável. Vou ver qual deles é melhor para minha situação.
Ver também: aplicação, investimento, poupança, taxa de administração, rentabilidade.
É a soma dos valores pagos pelos consorciados que se destinam a socorrer o grupo de consórcio nas situações adversas definidas no contrato, como a eventual insuficiência de recursos do fundo comum para uma contemplação, provocada pelo aumento do preço do bem ou serviço.
Exemplo: no valor total da contribuição que pago mensalmente ao consórcio, estão incluídos os valores destinados ao fundo comum, à taxa de administração e ao fundo de reserva.
Ver também: consórcio, contribuição, cota, fundo comum, taxa de administração.
O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, integrante do Sistema Financeiro Nacional (SFN), e que tem por missão contribuir para a manutenção da estabilidade do sistema, para a prevenção de crises bancárias sistêmicas e para a proteção de depositantes e investidores. O FGC administra o mecanismo de proteção do sistema financeiro que prevê o pagamento de garantias, caso o Banco Central (BC) decrete a intervenção ou liquidação de uma instituição financeira associada, para garantir que os depositantes e investidores não percam os seus recursos depositados ou investidos. Nem todas as aplicações financeiras são protegidas pelo FGC. Entre os produtos garantidos, destacam-se conta-corrente e caderneta de poupança, CDB e RDB, LCA, LCD, LCI, Letras Hipotecárias e Letras de Câmbio.
Exemplo: a garantia de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ em depósitos cobertos pelo FGC representou grande alívio para os clientes de um banco liquidado extrajudicialmente.
Ver também: Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).
O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos que tem como associadas todas as cooperativas singulares de crédito captadoras de depósitos e os bancos cooperativos brasileiros. O FGCoop existe para proteger pessoas que confiam suas economias às cooperativas de crédito e aos bancos cooperativos associados ao Fundo. Assim como o FGC, o FGCoop contribui para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, garantindo depósitos e viabilizando a assistência financeira a instituições com eventuais dificuldades de liquidez. Entre os principais créditos garantidos pelo FGCoop, destacam-se depósitos à vista e caderneta de poupança, CDB, RDB, RDC, LCA, LCI, Letras Hipotecárias e Letras de Câmbio.
Exemplo: o FGCoop foi criado para igualar as condições de competitividade com os bancos comerciais, protegendo depositantes e investidores de cooperativas de crédito e bancos cooperativos.
Ver também: Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Bens fungíveis são aqueles que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Assim, o dinheiro é um bem fungível, assim como, em geral, as commodities. Obras de arte, joias personalizadas e livros autografados são infungíveis, por serem únicos e não passíveis de substituição por outro bem da mesma espécie, qualidade e quantidade.
Exemplo: bens fungíveis valem pelo que têm em comum com outros do mesmo gênero, não por sua individualidade.
Ver também: commodities.
É uma espécie de proteção que o credor exige contra o não pagamento de uma dívida.
Exemplo: para autorizar a compra do meu carro, a administradora de consórcio exigiu que eu apresentasse comprovante de renda e avalista, entre outras coisas, como garantia de que as prestações seriam pagas até o fim.
Ver também: aval, credor, dívida, devedor, hipoteca.
É um conjunto de pessoas ou empresas reunidas em um consórcio com a finalidade de adquirir um bem ou serviço utilizando apenas seus próprios recursos financeiros. Pessoas podem entrar no grupo no momento da sua constituição pela administradora de consórcio ou podem adquirir cotas posteriormente, de outros consorciados ou da própria administradora do consórcio.
Exemplo: os participantes do grupo pagam suas mensalidades, e, a cada mês, uma ou mais cotas são contempladas.
Ver também: consórcio, contemplação, contribuição, cota, lance.
É um tipo de garantia de pagamento de uma dívida, baseada em um bem imóvel. Enquanto o financiamento estiver ativo e não for integralmente pago, o devedor continua sendo o proprietário do imóvel, mas se o devedor não pagar suas obrigações em dia, conforme o contrato, o bem utilizado para a hipoteca (um apartamento, por exemplo) poderá ser tomado pelo credor e ser vendido em um leilão. Se o valor conseguido pelo credor no leilão não for suficiente para quitar a dívida, o devedor, além de perder o imóvel, ainda precisará pagar a diferença.
Exemplo: quando se faz um financiamento para a compra de um apartamento, é possível que o próprio imóvel sirva como hipoteca.
Ver também: credor, devedor, dívida, garantia.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é um indicador que reflete a variação de preços em várias etapas da economia, desde o atacado até o consumidor final. O IGP-M é normalmente o índice utilizado para reajustar contratos de aluguel e o valor de serviços como planos de saúde, telefonia, energia e outros contratos público-privados. O IGP-M, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), reflete uma visão mais abrangente da inflação, com maior peso nos preços no atacado.
Exemplo: consta do meu contrato de aluguel que minha prestação é reajustada todo ano pelo IGP-M.
Ver também: INCC, inflação, INPC, IPCA.
Ocorre quando uma pessoa ou empresa não faz o pagamento de uma obrigação financeira até a data de vencimento combinada. A partir dessa data, o devedor passa a ser considerado inadimplente.
Exemplo: o acúmulo de muitas dívidas pode acabar levando o devedor à inadimplência, por não conseguir pagar todas em dia.
Ver também: credor, devedor, dívida, garantia.
O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) é um índice que tem o objetivo de medir a variação dos custos na construção civil, incluindo a variação dos preços de materiais, serviços e mão de obra. Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o INCC é bastante utilizado para o reajuste do financiamento de imóveis em construção.
Exemplo: comprei um apartamento financiado e, enquanto o imóvel estava em construção, a prestação variava todo mês pelo INCC.
Ver também: IGP-M, inflação, INPC, IPCA.
Pagamento, ao segurado, dos prejuízos decorrentes de um sinistro coberto pelo seguro.
Exemplo: gostei da seguradora que contratei, pois tive perda total do meu carro e recebi a indenização em poucos dias.
Ver também: apólice, franquia, prêmio (em seguros), risco (em seguros), segurado, seguradora, seguro, sinistro.
É o aumento contínuo e generalizado do preço dos bens e serviços.
Exemplo: eu consigo perceber a inflação quando vou ao mercado. Em 1994, um quilo de frango congelado custava R$1. Hoje, custa mais de R$3. Por causa da inflação, eu gasto bem mais para comprar as mesmas coisas que comprava antes.
Ver também: reajuste.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é um indicador que reflete a variação de preços de uma determinada cesta de produtos e serviços consumidos pela população. Assim como no caso do IPCA, o INPC é calculado todo mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o índice mostra se os preços aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro. A diferença em relação ao IPCA é que o INPC exibe a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos, cujo rendimento é majoritariamente gasto em itens básicos, como alimentação, habitação, vestuário e transporte.
Exemplo: o valor do reajuste anual do salário mínimo no Brasil é definido por decreto presidencial, com base na variação do INPC e no crescimento da economia do País.
Ver também: IGP-M, inflação, INCC, IPCA.
Mecanismo que permite aos clientes de uma instituição financeira realizarem transações através da internet, seja pelo portal (site) da instituição ou de um aplicativo (app) no telefone celular, sem a necessidade de ir a uma agência física. Isso inclui verificar saldos, pagar contas, fazer um Pix ou outras transferências, gerenciar investimentos e contratar empréstimos, proporcionando praticidade e acesso 24 horas por dia.
Exemplo: eu baixei o aplicativo do meu banco no tablet e agora uso o internet banking todo dia, para acompanhar as movimentações na minha conta e o extrato do cartão de crédito.
Ver também: extrato, Pix.
Ver Aplicação
IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS (IOF)
É um imposto federal cobrado nas operações financeiras de crédito, de câmbio, de seguro e de títulos e valores imobiliários.
Exemplo: a alíquota do IOF pode variar de uma aplicação financeira para outra, podendo até ser zero como no caso da caderneta de poupança.
Ver também: alíquota, aplicação, crédito, encargo.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice oficial de inflação do Brasil. O IPCA é calculado todo mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação de preços de um determinado conjunto de produtos e serviços que são consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
Exemplo: o IPCA acumulado no ano de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta definida pelo Copom para a inflação brasileira naquele ano.
Ver também: Copom, IGPM, inflação, INCC, INPC.
É o custo que se tem para “deslocar” o dinheiro no tempo. Assim, para emprestar a um cliente, no momento presente, certa quantia que ele só teria no futuro e depois de poupar por algum tempo, as instituições financeiras vão cobrar o pagamento não só da quantia emprestada, mas também de um valor adicional. Esse valor adicional é que são os juros. Inversamente, se esse cliente depositar a mesma quantia em alguma aplicação do banco, vai esperar um valor maior quando fizer o resgate tempos depois. Nesse caso, é o banco que paga os juros por só devolver no futuro o dinheiro que recebeu em depósito no presente.
Também é possível entender os juros como um “aluguel” que alguém paga por usar um dinheiro que não é seu (por exemplo, quando se pega um empréstimo, faz um financiamento ou compra a prazo) ou o “aluguel” que uma pessoa recebe por deixar outra pessoa utilizar o seu dinheiro (por exemplo, quando se coloca o dinheiro na caderneta de poupança).
Exemplo: será que vale a pena eu pagar juros para comprar essa TV parcelada hoje ou eu posso esperar mais uns meses e comprar à vista, quem sabe com desconto?
Ver também: aplicação, empréstimo, investimento, juros compostos, juros simples.
É uma forma de calcular os juros de uma dívida ou de um investimento. Nessa forma, o valor dos juros de um período (dia, mês, ano) é acumulado, em uma determinada data, no saldo devedor ou saldo do investimento, para o cálculo dos juros do período seguinte. A imensa maioria das operações do mercado financeiro, como aplicações, empréstimos e financiamentos, tem os juros calculados pelo regime de juros compostos (juros sobre juros). Uma curiosidade matemática: quando houver um único período de capitalização, o valor dos juros compostos será igual ao valor dos juros simples.
Exemplo: se eu pagar só o mínimo da fatura de março do cartão de crédito e deixar R$1.000 no rotativo, com uma taxa de juros de 10% ao mês, isso quer dizer que em abril os juros cobrados serão de R$100. Se eu não pagar de novo, em maio os 10% da taxa serão calculados sobre o novo saldo devedor de R$1.100. Isto é, os R$100 de juros de abril são somados no saldo inicial de R$1.000 em março. Assim, o valor devido em maio será de R$1.210.
Ver também: dívida, investimento, juros, juros simples, principal, saldo devedor.
É uma forma de calcular os juros de uma dívida ou de um investimento. Nessa forma, o valor dos juros de um período (dia, mês, ano) é sempre calculado sobre o valor inicial da dívida ou do investimento. Diferentemente dos juros compostos, o valor dos juros do período anterior não é acumulado no saldo devedor ou saldo do investimento, para o cálculo do valor dos juros do período seguinte.
Exemplo: em um empréstimo de R$100 com juros simples de 10% ao mês, o valor dos juros é sempre constante: R$10. Ao final do primeiro mês, a dívida será de R$110, no segundo mês R$120, no terceiro R$130 e assim por diante.
Ver também: dívida, investimento, juros, juros compostos, principal, saldo devedor.
É a diferença entre as formas simples e composta de se calcular os juros. No sistema de juros compostos, são os juros calculados sobre os juros que foram incorporados ao saldo devedor ou ao saldo do investimento no período anterior (dia, mês, ano). Quando um valor rende juros sobre juros, o saldo aumenta exponencialmente ao longo do tempo.
Exemplo: comprei uma geladeira no cartão de crédito no valor de R$1.000,00 e não paguei a conta na data da cobrança. Minha dívida aumentou no sistema juros sobre juros, à taxa de 10% ao mês. No final do primeiro mês, minha dívida era R$1.000,00 mais R$100,00 de juros, ou seja, R$1.100,00. Ao fim do segundo mês, eu devia R$1.100,00 mais novos juros, que eram R$110,00. Minha dívida passou a ser R$1.210,00. No terceiro mês, eu devia R$1.210,00 mais novos juros, que eram R$121,00. Ao final de 12 meses, minha dívida era R$3.138,43. No sistema juros simples, essa mesma dívida, ao final de 12 meses, totalizaria R$2.200,00. R$938,43 (R$3.138,43 - R$2.200,00) é a diferença entre a dívida que fiz a juros compostos e se tivesse feito a juros simples. Essa diferença ilustra o efeito juros sobre juros sobre a quantia que paguei na geladeira. Comprei uma geladeira, mas paguei três vezes o preço dela por causa do efeito juros sobre juros.
Ver também: dívida, investimento, juros, juros compostos, juros simples, principal, saldo devedor.
São receitas ou despesas que serão creditadas ou debitadas em uma conta-corrente em algum momento futuro, mas que já aparecem no extrato bancário, com indicação da data em que haverá o débito ou o crédito, porque estão programadas.
Exemplo: coloquei minha conta de luz em débito automático, ela aparece em minha contacorrente como um lançamento futuro.
Ver também: conta-corrente, crédito, débito, débito automático, despesa, receita, saldo provisionado.
É a proposta que um consorciado pode fazer para pagar antecipadamente parte do valor total das contribuições que deveria fazer ao grupo de consórcio. O objetivo é ter sua cota contemplada e assim poder adquirir o bem ou serviço previsto no plano, sem depender do sorteio. Os lances devem ser feitos pelos consorciados antes da assembleia de cada mês, e é contemplada a cota daquele que oferecer o maior lance.
Exemplo: dependendo das regras de cada consórcio, além da cota contemplada por sorteio, outra cota pode ser contemplada por meio do lance, como se fosse um leilão. Mas é preciso conhecer as regras definidas no contrato de cada grupo.
Ver também: cota, consórcio, contemplação, contribuição, grupo.
É um lance que, em vez de ser pago para a administradora de consórcio, é diminuído do valor do crédito a que o consorciado contemplado tem direito. Sobre o lance embutido, incidem os percentuais dos encargos previstos em contrato, como taxas e seguro.
Exemplo: ofertei um lance embutido de R$20.000. Se eu conseguir a contemplação, o crédito previsto em contrato a que terei direito virá descontado desse valor.
Ver também: consórcio, contemplação, lance.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um título de renda fixa emitido por bancos, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras para captar recursos que devem ser destinados a operações de crédito rural. Ao comprar uma LCA, o investidor empresta dinheiro a quem emitiu a Letra e recebe, no prazo combinado, o valor investido acrescido de juros. O rendimento sobre as LCAs não tem imposto de renda para pessoas físicas. As LCAs são protegidas pelo FGC (ou pelo FGCoop, quando emitidas por cooperativas) até os limites estabelecidos.
Exemplo: mesmo com a carência de alguns meses, apliquei um pouco das minhas economias em LCA, por julgar a rentabilidade boa e por saber que elas estimulam o agronegócio brasileiro.
Ver também: FGC, FGCoop, LCD, LCI.
A Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD) é um título de renda fixa emitido por bancos de desenvolvimento, como o BNDES, para financiar projetos de desenvolvimento em infraestrutura, inovação e pequenas empresas. Investimento semelhante às LCAs e LCIs, as LCDs têm rendimento isento de Imposto de Renda e são protegidas pelo FGC até os limites estabelecidos.
Exemplo: apliquei um pouco das minhas economias em LCD, por julgar a rentabilidade boa e também por saber que elas estimulam projetos de infraestrutura, desenvolvimento regional e inovação tecnológica.
Ver também: FGC, FGCoop, LCA, LCI.
A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um título de renda fixa emitido por bancos, cooperativas de crédito, financeiras e outras instituições financeiras, para captar recursos destinados ao setor imobiliário. Investimento semelhante às LCAs e LCDs, as LCIs têm rendimento isento de Imposto de Renda e são protegidas pelo FGC ou FGCoop até os limites estabelecidos.
Exemplo: apliquei um pouco das minhas economias em LCI, por julgar a rentabilidade boa e também por saber que elas estimulam o setor imobiliário brasileiro.
Ver também: FGC, FGCoop, LCA, LCD, letra hipotecária.
Veja Arrendamento mercantil (leasing)
A Letra de Câmbio (LC) é um título de renda fixa emitido especialmente por financeiras (SCFIs), para captar recursos que serão usados para empréstimos, no crédito ao consumidor. As Letras de Câmbio são protegidas pelo FGC até os limites estabelecidos, e o rendimento sobre elas está sujeito à incidência de Imposto de Renda.
Exemplo: depois de entender que Letras de Câmbio comerciais não são a mesma coisa que as letras de câmbio oferecidas no mercado financeiro, entendi também por que as Letras de Câmbio emitidas por instituições financeiras são cobertas pelo FGC.
Ver também: financeiras (SCFIs), FGC.
A Letra Financeira (LF) é um título de renda fixa emitido por bancos, cooperativas de crédito, financeiras e companhias hipotecárias, para captar recursos de longo prazo. As Letras Financeiras oferecem rentabilidades mais atrativas em razão do longo prazo e da impossibilidade de resgate antecipado, mas exigem o investimento de valores mais elevados. LFs não são garantidas pelo FGC nem pelo FGCoop.
Exemplo: considerei investir em Letras Financeiras, mas desisti quando vi que o investimento mínimo era em um valor muito mais alto do que eu dispunha.
Ver também: FGC, FGCoop, resgate.
A Letra Hipotecária (LH) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras, como bancos, companhias hipotecárias, sociedades de crédito imobiliário e associações de poupança e empréstimo, para financiar o setor habitacional. Tendo muito em comum com as LCIs, as Letras Hipotecárias diferem por serem garantidas por hipotecas, enquanto as LCIs podem ser baseadas em alienação fiduciária. As Letras Hipotecárias são protegidas pelo FGC (ou pelo FGCoop, quando emitidas por cooperativas de crédito) até os limites estabelecidos, e o rendimento sobre elas é isento de Imposto de Renda.
Exemplo: estou em dúvida entre investir em LCIs ou em Letras Hipotecárias; preciso pesquisar mais sobre o assunto.
Ver também: FGC, FGCoop, LCI.
É o total de recursos que uma instituição financeira se compromete a emprestar para pessoas ou empresas que possuam objetivos semelhantes, por exemplo: comprar equipamentos, comprar automóveis, comprar a casa própria, abrir um pequeno negócio dentre outras finalidades.
Exemplos de uso: meu banco tem uma linha de crédito de R$1 milhão para pequenos empreendedores, através da qual oferece empréstimos de até R$15 mil, com juros mais baixos, para ajudar as pessoas a abrirem pequenos negócios.
Ver também: crédito, empréstimo, juros, operação de crédito.
##### QUITAÇÃO
Quando se fala em empréstimos ou financiamentos, é a eliminação de uma dívida, com o seu pagamento.
Exemplo: a não ser que eu consiga juntar um bom dinheiro antes, a liquidação do meu empréstimo consignado só vai acontecer daqui a três anos.
Ver também: dívida, saldo devedor.
Liquidez é a capacidade de transformação de um ativo financeiro ou não financeiro em dinheiro vivo. A liquidez indica a rapidez e a facilidade com que um bem físico ou não físico pode ser convertido em dinheiro em espécie sem perda significativa de valor. Um ativo de alta liquidez proporciona acesso rápido (até mesmo instantâneo) ao capital, enquanto um de baixa liquidez pode exigir tempo para ser transformado em dinheiro vivo e pode sofrer prejuízos no resgate antecipado.
Exemplo: para minha reserva de emergência, escolhi apenas ativos de altíssima liquidez, que podem se transformar em dinheiro na mão imediatamente.
Ver também: ativo, espécie (dinheiro em espécie), investimento, resgate.
##### FORMA DE PAGAMENTO
Na linguagem popular, significa a forma como alguém faz o pagamento de alguma compra. Essa forma pode ser em dinheiro (papel-moeda e moedas), cheque, cartão de débito ou cartão de crédito.
Exemplo: o meio de pagamento que mais gosto de usar é o cartão de crédito.
Ver também: cheque, cartão de débito, cartão de crédito.
O Microempreendedor Individual (MEI) é o profissional autônomo que se formaliza como pequeno empresário, passando a ser titular de um registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Um MEI pode emitir notas fiscais, ter direitos previdenciários e acessar serviços bancários para pessoas jurídicas. O faturamento anual do MEI tem um limite, e o MEI pode ter, no máximo, um empregado.
Exemplo: meu cunhado é pipoqueiro e optou por se formalizar, tornando-se um MEI.
Ver também: pessoa física, pessoa jurídica
##### JUROS DE MORA. JUROS MORATÓRIOS
É um encargo que a instituição financeira cobra do devedor quando o pagamento de uma dívida é feito com atraso, para compensar o fato de só ter recebido o valor devido depois da data combinada. Os juros de mora também servem como uma punição para as pessoas não deixarem de pagar as contas em dia. Diferentemente da multa, que tem um valor fixo, a mora fica maior quanto mais dias o pagamento ficar em atraso.
Exemplo: esqueci que o boleto vencia ontem e agora vou ter que pagar mora.
Ver também: boleto, cedente, juros, multa, sacado.
É uma penalidade cobrada de quem deixa de cumprir alguma regra prevista em lei ou contrato, como a data acordada para o pagamento de uma prestação, por exemplo. A pessoa que é multada fica na obrigação de pagar certa quantia em dinheiro.
Exemplo: atrasei o pagamento do boleto e terei que pagar uma multa, além de juros.
Ver também: boleto, cedente, dívida, juros, mora, sacado.
É quem empresta ou transfere a posse do bem em um contrato de mútuo.
Exemplo: o financiamento imobiliário de um banco (ou caixa econômica) a uma pessoa é um contrato de mútuo, pois consiste em um empréstimo de dinheiro concedido por um mutuante (a instituição financeira) a um mutuário (o comprador) para a aquisição de um imóvel. Nesse caso, geralmente o próprio imóvel serve como garantia do empréstimo e o mutuário fica obrigado a devolver ao mutuante o valor que tomou emprestado, acrescido de juros.
Ver também: contrato de mútuo, fungível, mutuário.
É quem recebe o bem por um contrato de mútuo, ficando com a obrigação de devolver outro bem de mesma espécie, qualidade e quantidade.
Exemplo: o mutuário pegou emprestadas dez sacas de café e, em um mútuo gratuito (não é oneroso), deverá devolver ao mutuante, um mês depois, dez sacas de café do mesmo tipo.
Ver também: contrato de mútuo, fungível, mutuante.
##### CONTRATO DE MÚTUO
É um contrato que trata do empréstimo ou da transferência de posse de bens que podem ser substituídos por outros bens da mesma espécie, qualidade ou quantidade.
Exemplo: fiz um contrato de mútuo, pelo qual recebi dez sacas de café e, dentro de um mês, precisarei devolver ao mutuante dez sacas de café do mesmo tipo.
Ver também: fungível, mutuante, mutuário.
Estar negativado significa ter o nome incluído em cadastros de maus pagadores, como a Serasa ou o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), porque não pagou uma conta, uma prestação ou outra obrigação financeira em dia.
Exemplo: não consegui comprar um fogão parcelado na loja porque estou negativado.
Ver também: cadastro positivo, cadastros restritivos (negativos), Cadin, CCF, dívida, empréstimo, financiamento, restrição cadastral, Serasa, SCPC.
É um processo pelo qual duas ou mais pessoas ou empresas tentam chegar a um acordo quando têm interesses divergentes em algum assunto. É o que acontece, por exemplo, quando você conversa com o banco em busca de taxas de juros ou tarifas mais baixas, no momento em que vai comprar um carro ou uma casa.
Exemplo: depois da negociação com o banco, consegui financiar meu novo carro a uma taxa de juros muito boa.
Ver também: renegociação.
##### NO POSITIVO. COM SUPERÁVIT
A pessoa fica no azul ou tem superávit quando gasta menos do que ganha, isto é, quando tem despesas menores que suas receitas.
Exemplo: quando o orçamento fecha no azul, é possível fazer poupança.
Ver também: despesa, no vermelho, poupança, receita.
##### NO NEGATIVO. COM DÉFICIT
A pessoa fica no vermelho ou tem déficit quando gasta mais do que ganha, isto é, quando tem despesas maiores que suas receitas.
Exemplo: gastei mais do que devia no cartão e vou ficar no vermelho mês que vem.
Ver também: cheque especial, despesa, dívida, no azul, receita.
Assim como a duplicata, a nota promissória é um título de crédito, um documento que registra que alguém deve a alguém. Entretanto, enquanto a duplicata tem origem na venda de um produto ou serviço, comprovando que houve uma transação comercial ainda não paga, a nota promissória é apenas uma promessa de pagamento futura, que não está vinculada à venda de um produto ou à prestação de um serviço específico.
Exemplo: paguei um dinheiro emprestado com meu cunhado e emiti uma nota promissória em que me comprometo a pagar o dinheiro emprestado daqui a cinco anos.
Ver também: boleto, duplicata.
É um termo geral que se refere às várias maneiras pelas quais as instituições financeiras emprestam dinheiro a seus clientes, como empréstimo pessoal, empréstimo consignado, financiamento, cheque especial, crédito rotativo, entre outros.
Exemplo: quando pego um dinheiro emprestado na financeira, estou contratando uma operação de crédito.
Ver também: cheque especial, credor, crédito, crédito rotativo, devedor, dívida, empréstimo, empréstimo consignado, empréstimo pessoal, financiamento, juros.
É o conjunto de todas as receitas e despesas da família: salários, horas extras, prêmios e outros ganhos de todos os membros formarão a receita da família; já aluguel, contas de telefone, combustível e outros gastos de todos formarão as despesas da família. Ambos juntos, receitas e despesas da família, formarão o orçamento familiar.
Exemplo: desde que começamos a fazer o orçamento familiar, nossa família tem gastado menos que ganha.
Ver também: despesa, receita.
##### CESTA DE SERVIÇOS
É uma combinação de diferentes quantidades de serviços bancários (saques, extratos, transferências, cheques e outros) que o cliente pode usar por mês. Antes da contratação de um pacote de serviços, é importante verificar quais os serviços que são efetivamente usados ao longo do mês e se o custo desses serviços, cobrados isoladamente, não é menor que o do pacote de serviços.
Os bancos são obrigados a oferecer contas sem pacote de serviços. Essas contas, conhecidas como contas essenciais, oferecem um conjunto de serviços básicos sem a cobrança de tarifas. Esses serviços básicos incluem saques, transferências, extratos e compensação de cheques dentro de limites estabelecidos pelo Banco Central.
Exemplo: uma boa forma de comparar os preços dos bancos é comparar as tarifas cobradas pelos pacotes padronizados de serviço.
Ver também: cheque, conta-corrente, conta-poupança, tarifa bancária.
É a pessoa física ou jurídica que deve pagar o valor cobrado em um título de crédito (como um boleto bancário, uma duplicata, uma letra de câmbio), normalmente por ter feito uma compra, um financiamento ou por estar pagando por um serviço, como uma mensalidade escolar ou a conta de luz, por exemplo. O banco recebe o pagamento feito pelo sacado (também conhecido como pagador, que é o devedor do título) e transfere o valor pago para a conta do beneficiário (que é o credor do título). No boleto, o campo “pagador” costuma trazer outras informações além do nome do sacado, como o seu endereço.
Exemplo: ao receber um boleto para pagar, a pessoa deve sempre conferir se seus dados estão corretos no campo “ pagador”. Se houver algum erro, ela deve procurar o banco que emitiu o boleto.
Ver também: beneficiário, boleto, cedente, mora, multa, sacador.
É o valor mínimo que o cliente pode pagar de uma fatura de cartão de crédito. Ao pagar o valor mínimo, o cliente estará financiando automaticamente o valor não pago, isto é, entrará no crédito rotativo, e serão cobrados juros sobre a diferença entre o valor mínimo e o total da fatura. O pagamento mínimo da fatura é calculado com base em um percentual mínimo que é definido pela instituição financeira ou pela administradora do cartão. Pagar o mínimo é uma alternativa para evitar o bloqueio do cartão e a inscrição do titular do cartão nos serviços de proteção ao crédito, mas o ideal é sempre pagar o valor total, para evitar o endividamento, especialmente em função das altas taxas de juros desse tipo de operação.
Exemplo: minha fatura do cartão de crédito veio R$1000. Se eu fizer o pagamento mínimo de R$150, já sei que na próxima fatura virão os R$850 não pagos agora, acrescidos de juros altíssimos, além dos valores das compras novas.
Ver também: cartão de crédito, crédito rotativo, encargos, IOF, juros.
##### EM PRESTAÇÕES
Comprar um produto ou serviço de forma parcelada equivale a dividir o pagamento em partes, em prestações a serem pagas ao longo do tempo.
Exemplo: a televisão pode ser comprada à vista com desconto ou parcelada em 5x com juros.
Ver também: a prazo, à vista, dívida, juros.
É uma espécie de classificação que mede o grau de risco que uma pessoa pode aceitar em seus investimentos. Normalmente, o cliente responde a um questionário e, dependendo das respostas, é classificado em um dos seguintes perfis de investidor: conservador, moderado ou agressivo.
Exemplo: investidores com perfil conservador preferem opções de investimento que apresentam menor risco. Já investidores com perfil agressivo aceitam correr mais riscos e preferem investimentos desse tipo.
Ver também: investimento, retorno, risco.
Pessoa física, também chamada de pessoa natural, é todo e qualquer ser humano. Na sociedade brasileira, as pessoas físicas têm a inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como mecanismo que oficializa a existência do contribuinte perante o governo e a sociedade. O número de inscrição no CPF, obrigatório para muitas operações da vida adulta, tornou-se em 2025 o número único de identificação do brasileiro, substituindo o uso de vários outros documentos (como RG, PIS/PASEP) em bancos de dados federais. Desde então, o CPF inclusive passou a ser o número do Registro Geral (RG) na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Exemplo: a Certidão de Nascimento é o primeiro documento de identificação de uma pessoa física no Brasil.
Ver também: MEI, pessoa jurídica.
Pessoa jurídica é uma organização de pessoas físicas com um propósito específico e personalidade própria. Assim como as pessoas físicas são inscritas no CPF, as pessoas jurídicas são registradas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A depender da forma como é constituída e do seu propósito, uma pessoa jurídica pode ser uma empresa, sociedade, organização, fundação, autarquia. Uma pessoa jurídica pode ser constituída por uma única pessoa, mas existe sempre a separação entre o patrimônio e as obrigações pessoais do indivíduo e os da pessoa jurídica que o indivíduo representa. Um Microempreendedor Individual (MEI) é uma pessoa jurídica de um único dono, com regras simplificadas e faturamento anual limitado. Entretanto, um MEI não tem obrigações apenas do CNPJ, pois é considerado como pessoa física e jurídica, o que implica algumas obrigações em ambas as situações.
Exemplo: meu cunhado, que é pipoqueiro, acaba de abrir um MEI. E agora? Ele é pessoa física ou pessoa jurídica?
Ver também: MEI, pessoa física.
Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que permite a pessoas físicas ou jurídicas transferir dinheiro entre contas em segundos, a qualquer hora e dia. O Pix não é um aplicativo específico; ele pode ser usado por meio do aplicativo ou do internet banking do banco ou da instituição de pagamento onde a pessoa tem conta.
Para receber um Pix, o jeito mais fácil é informar ao pagador a Chave Pix de quem vai receber o dinheiro. A Chave Pix, que é como um apelido da conta, tem que ser cadastrada pelo aplicativo ou home banking da instituição onde a pessoa que vai receber o Pix tem conta. A Chave Pix pode ser o CPF/CNPJ, um e-mail, um número de celular ou um número aleatório. Quem não tiver uma Chave Pix pode informar os dados completos de sua conta ao pagador.
Exemplo: comprei uma TV e obtive um bom desconto pagando à vista, com Pix.
Ver também: à vista, internet banking (home banking).
O Pix Automático é uma modalidade de Pix que permite pagar contas recorrentes, como as contas de eletricidade, água e telefone, ou mensalidades de escolas, academias, assinaturas, seguros, condomínios. O pagador precisa autorizar uma única vez a operação, sem precisar fazer um novo pagamento a cada nova cobrança.
Exemplo: nunca mais me esqueci de pagar as contas na data certa! Coloquei tudo em Pix automático.
Ver também: Pix.
É uma forma de se levar uma dívida de um banco para outro. A pessoa que pegou crédito (dinheiro emprestado ou financiado) em um banco pode levar essa dívida e passar a pagar as prestações em outro banco, se esse outro banco concordar com isso. A portabilidade do crédito deve ser usada quando o outro banco oferecer Custo Efetivo Total (CET), que é a soma dos juros, tarifas e outros encargos de empréstimo ou financiamento, mais barato que o primeiro.
Exemplo: depois que verifiquei que no Banco A os juros estavam menores que no Banco B, solicitei o valor do meu saldo devedor para poder fazer a portabilidade do Banco B para o Banco A.
Ver também: crédito, Custo Efetivo Total (CET), devedor, dívida, empréstimo, financiamento, operação de crédito, saldo devedor.
Poupança, também chamada de “economias” ou “reserva financeira”, é a parte da renda que não é gasta no período em que é recebida e que é guardada para uso futuro.
Exemplo: desde o ano passado, cortei totalmente os desperdícios e comecei uma poupança para fazer uma bela viagem
Ver também: caderneta de poupança, poupança ativa
É o processo de poupar com um propósito específico, como parte de um planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos. Na poupança ativa, o poupador não espera o fim do mês para ter alguma sobra. Ao contrário disso, o poupador ativo segue seu planejamento financeiro e, no momento em que recebe sua renda, já separa e investe os valores a serem poupados.
Exemplo: fiz meu planejamento financeiro, defini quanto dinheiro preciso para cada um dos meus objetivos e estou fazendo minha poupança ativa, casando meus investimentos com meus objetivos e aplicando logo o dinheiro no dia em que recebo meu salário.
Ver também: investimento, poupança.
Valor que o segurado paga à seguradora para ter direito ao seguro.
Exemplo: achei bem esquisito esse nome... para mim, prêmio é o que eu recebo em um sorteio, mas, no seguro, o prêmio é o valor que eu pago quando contrato um seguro.
Ver também: apólice, franquia, indenização, risco (em seguros), segurado, seguradora, seguro, sinistro.
O Sistema Price (ou Tabela Price) é um método de amortização em que as parcelas do financiamento são iguais ao longo do tempo, desde que a taxa de juros não varie. Nesse sistema, no início do contrato, a maior parte da prestação é composta por juros, e uma parcela menor corresponde à amortização da dívida, enquanto ao longo do tempo a proporção se inverte, com redução dos juros e aumento da amortização. Outro modelo de amortização muito usado é o SAC (Sistema de Amortização Constante). Comparando com o SAC, o PRICE gera parcelas iniciais mais baixas, mas um custo total de juros maior.
Exemplo: financiei meu imóvel pelo sistema PRICE e acabei me arrependendo quando decidi vender o imóvel na metade do financiamento, pois meu saldo devedor ainda era altíssimo.
Ver também: alienação fiduciária, a prazo, amortização, encargo, financiamento, juros, arrendamento mercantil (leasing), portabilidade de crédito, principal, SAC, saldo devedor, valor amortizado.
É o valor que alguém recebe efetivamente quando toma um empréstimo ou financiamento. Já o valor que será pago pelo tomador do empréstimo, isto é, a soma de todas as prestações ao longo do tempo, é maior que o principal, por causa dos juros e encargos que são cobrados.
Exemplo: peguei um empréstimo de R$1.000 para pagar em 10 x de R$120. Isso quer dizer que, em cada prestação, eu só abato R$100 do principal da dívida. Os R$20 restantes são para o pagamento de juros e encargos.
Ver também: amortização, dívida, empréstimo, encargo, financiamento, juros.
O Recibo de Depósito Bancário (RDB), assim como o CDB, é um título privado que representa um depósito a prazo feito por uma pessoa físicas ou jurídica. Funciona como um empréstimo do investidor para a instituição que emitiu o título, a qual se compromete a pagar de volta pelo empréstimo com juros, que são a rentabilidade que o investimento paga ao cliente.
Entretanto, diferentemente dos CDBs, os RDBs são considerados inegociáveis e intransferíveis. Por isso, enquanto os CDBs têm liquidez diária (ou seja, os valores investidos nele podem ser resgatados a qualquer momento), os valores investidos em RDB normalmente só podem ser resgatados na data de vencimento do título. Entretanto, não há regra que proíba que o emissor do RDB assegure a liquidez do título antes do vencimento. Os RDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até os limites previstos, o que garante a eles a mesma segurança da caderneta de poupança e de outros investimentos. Os bancos, a Caixa Econômica Federal e as financeiras podem emitir RDBs como mecanismos de captação de recursos.
Exemplo: pelo fato de não poder ser resgatado antes da data de vencimento, o RDB do Banco XYZ oferece remuneração melhor do que outros investimentos no mesmo banco.
Ver também: aplicação, CDB, FGC, RDC, resgate.
O RDC (Recibo de Depósito Cooperativo) é um investimento de renda fixa semelhante ao CDB. Enquanto os CBDs são emitidos por bancos e financeiras, os RDCs são emitidos exclusivamente pelas cooperativas de crédito. Ao aplicar, o cooperado empresta dinheiro à cooperativa em troca de uma remuneração definida no momento da aplicação, que pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Assim como no caso dos CDBs, os impostos sobre os rendimentos dos RDCs diminuem à medida que o tempo de aplicação aumenta. As aplicações em RDC são protegidas pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), dentro dos limites estabelecidos. Ao investir em RDC, além de receber a remuneração do título de renda fixa, o investidor participa anualmente da distribuição dos recursos excedentes da cooperativa, que são distribuídos proporcionalmente entre os associados.
Exemplo: recentemente tornei-me associado da Cooperativa de Crédito XYZ e investi parte das minhas economias em RDCs.
Ver também: aplicação, CDB, FGCoop, RDB.
##### AUMENTO. CORREÇÃO
Alteração do valor de um contrato ou de um preço de um produto ou serviço, com o objetivo de corrigir, ao menos parcialmente, a desvalorização causada pela inflação.
Exemplo: temos que rever nosso orçamento doméstico, porque no mês que vem tem o reajuste do aluguel.
Ver também: inflação.
É todo tipo de ganho, recebido em troca de trabalho, vendas, rendimentos de investimentos, aluguéis recebidos etc.
Exemplo: este mês minha receita aumentou porque, além do salário, recebi o dinheiro referente a aulas particulares que ministrei.
Ver também: despesa, renda bruta, renda líquida.
É o valor, em dinheiro, que sobra após o encerramento de um grupo de consórcio e é devido a consorciados e a participantes excluídos que não foram localizados para a devolução.
Exemplo: se estiver previsto no contrato, a administradora pode se apropriar periodicamente de uma parte dos recursos não procurados, como cobrança de taxa de permanência.
Ver também: consórcio, grupo, taxa de permanência.
Plataforma eletrônica do Banco Central que permite consultar, gratuitamente, diversos relatórios com informações particulares sobre pessoas físicas e jurídicas. Os relatórios reúnem dados que os bancos e outras instituições do sistema financeiro compartilham com o Banco Central. Por conter informações sigilosas, cada indivíduo só tem acesso aos dados relativos ao seu próprio CPF ou CNPJ. A partir do Registrato, é possível consultar os relatórios de Empréstimos e Financiamentos (SCR) e de Contas e Relacionamentos em Bancos (CCS).
Exemplo: cadastrei uma conta ouro no Gov.br para poder consultar o Registrato e também para conhecer os projetos escolares do programa Aprender Valor.
Ver também: CCS, SCR.
É o rendimento total recebido por uma pessoa (salário, pensão, aposentadoria, benefícios), sem contar os abatimentos nem os descontos.
Exemplo: muita gente faz o orçamento doméstico com base em sua renda bruta, esquecendo os descontos e abatimentos que ocorrem, como o imposto de renda.
Ver também: renda líquida, rendimento bruto, rendimento líquido, rentabilidade bruta, rentabilidade líquida.
É o rendimento que a pessoa recebe efetivamente em mãos ou em conta no banco, já diminuído de abatimentos e descontos, como impostos e outros encargos, ou seja, é o valor que de fato a pessoa tem disponível para gastar ou poupar.
Exemplo: calculei a minha renda líquida e descobri que estou gastando mais do que efetivamente recebo, por isso as contas não fecham.
Ver também: renda bruta, rendimento bruto, rendimento líquido, rentabilidade bruta, rentabilidade líquida.
Rendimento bruto é o valor total de um ganho (salário ou investimento) antes do desconto de impostos, taxas e outras contribuições. Enquanto a rentabilidade bruta é medida em valores percentuais, o rendimento bruto é o valor absoluto, em reais. Uma vez subtraídos impostos, taxas e outros encargos, o rendimento bruto torna-se o rendimento líquido.
Exemplo: olhar apenas para o rendimento bruto não significa muito. O que importa mesmo é saber quanto dinheiro vou ganhar com a aplicação depois de deduzidos impostos e outros descontos.
Ver também: encargos, rendimento líquido (em investimentos), rentabilidade.
O rendimento líquido é o valor final que uma pessoa ou empresa recebe sobre seu investimento após a dedução de impostos, taxas e outras despesas. O rendimento líquido corresponde ao rendimento bruto menos os impostos, as taxas e outras deduções. O rendimento líquido é o ganho financeiro em reais por um investimento.
Exemplo: somando o principal com o rendimento líquido do meu investimento, vou conseguir comprar uma casinha no final deste ano.
Ver também: encargos, principal, rendimento bruto (em investimentos), rentabilidade.
Quando uma dívida sai do controle, a renegociação é uma tentativa de diálogo entre devedor e credor para ajustar o valor da dívida, a taxa de juros ou o prazo para pagamento. O objetivo do devedor é retomar o controle sobre suas finanças e, em alguns casos, retirar seu nome de cadastros restritivos. Para o credor, o objetivo é receber a maior parte possível do que lhe é devido e permitir que o consumidor volte a comprar a prazo.
Exemplo: agora que fiz a renegociação das minhas dívidas, vou conseguir colocar todas as minhas contas em dia.
Ver também: credor, devedor, dívida, negociação, principal.
Rentabilidade é uma medida expressa em percentuais para se referir ao valor do rendimento de um investimento. É um indicador percentual do retorno sobre o valor investido, enquanto o rendimento é o valor absoluto proporcionado por um investimento.
Exemplo: a rentabilidade da caderneta de poupança é calculada com base na Taxa Selic e na Taxa Referencial (TR). Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a caderneta de poupança rende 0,5% ao mês + TR. Se a Selic for igual ou menor que 8,5%, a caderneta de poupança rende 70% da Selic ao ano + TR.
Ver também: rendimento bruto (em investimentos), rendimento líquido (em investimentos), rentabilidade bruta, rentabilidade líquida, retorno.
A rentabilidade bruta é um valor percentual que determina o ganho sobre um investimento, antes de descontados os impostos, taxas de administração, de corretagem e outras despesas. A rentabilidade bruta é frequentemente apresentada por instituições financeiras para dar uma primeira ideia do ganho potencial sobre o investimento, mas não reflete o valor final que o investidor receberá na prática.
Exemplo: fiquei todo feliz com a rentabilidade anual de oito pontos percentuais acima da inflação que prometeram para um investimento. Só depois entendi que isso era a rentabilidade bruta. O que ia entrar no meu bolso mesmo era muito menos do que isso.
Ver também: rendimento bruto (em investimentos), rendimento líquido (em investimentos), rentabilidade, rentabilidade líquida, retorno.
A rentabilidade líquida é um valor percentual que expressa qual foi o ganho real sobre um investimento. A rentabilidade líquida é o resultado da rentabilidade bruta menos os impostos, taxas e outras despesas. A rentabilidade líquida representa o percentual do valor que efetivamente sobra no bolso do investidor, sendo o indicador mais preciso para comparar diferentes oportunidades de investimento.
Exemplo: na caderneta de poupança, a rentabilidade líquida normalmente é igual à rentabilidade bruta, pois não há cobranças de imposto de renda, nem IOF, nem taxas de administração ou outros descontos.
Ver também: rendimento bruto (em investimentos), rendimento líquido (em investimentos), rentabilidade, rentabilidade bruta, retorno.
É a retirada do dinheiro que está aplicado em algum investimento.
Exemplo: neste ano economizei e hoje vou realizar meu sonho de comprar uma bicicleta. Pra isso, vou fazer o resgate do valor necessário da caderneta de poupança e pagar à vista.
Ver também: à vista, aplicação, caderneta de poupança, conta-poupança, investimento.
##### PENDÊNCIA. NOME SUJO
Ocorre quando alguma conta ou outra obrigação não é paga e é lançada pelo credor em cadastros de maus pagadores. Assim, o nome do devedor fica marcado com uma restrição, dificultando que consiga obter novos créditos.
Exemplo: não consegui comprar uma TV parcelada na loja porque estou com restrição cadastral.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), CCF, credor, dívida, devedor, empréstimo, financiamento, inadimplência, negativado, Serasa, SPC.
##### TAXA DE RETORNO. RETORNO SOBRE INVESTIMENTO
O retorno sobre um investimento é o dinheiro que se ganha com ele, normalmente expresso em porcentagem. Caso alguém diga que teve retorno negativo, isso quer dizer que a pessoa teve prejuízo com o investimento, ou seja, perdeu parte ou todo o dinheiro investido.
Exemplo: o retorno que tive com o investimento foi de 1% em 30 dias.
Ver também: aplicação, investimento, rendimento bruto, rendimento líquido, rentabilidade bruta, rentabilidade líquida.
Representa a possibilidade de ter ganhos menores do que o esperado ou perdas em um determinado tipo de investimento.
Exemplo: investimentos com maior risco podem apresentar maior variação nos retornos e, assim, oferecer ganhos ou perdas maiores.
Ver também: aplicação, investimento, retorno.
Possibilidade de ocorrer um evento incerto ou em data incerta que independe da vontade das partes contratantes (segurado e seguradora) e que dará direito à indenização descrita na apólice.
Exemplo: o prêmio do meu seguro de vida ficou barato, pois, como sou jovem e saudável e não tenho vida aventureira, meu risco de falecimento hoje é pequeno.
Ver também: apólice, franquia, indenização, prêmio (em seguros), segurado, seguradora, seguro, sinistro.
O Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de financiamento em que a parcela de amortização da dívida é fixa ao longo do tempo, ou seja, o valor que efetivamente reduz o saldo devedor é sempre o mesmo. Como os juros incidem sobre o saldo devedor, que diminui a cada pagamento, as parcelas começam mais altas e vão diminuindo progressivamente, tornando o custo total de juros menor ao longo do contrato, razão pela qual o SAC é muito usado em financiamentos imobiliários no Brasil.
Exemplo: financiei minha casa pelo sistema SAC. No começo as prestações eram muito altas, o que exigiu muito planejamento, mas agora estou bem mais tranquilo para pagá-las.
Ver também: alienação fiduciária, a prazo, amortização, encargo, financiamento, juros, arrendamento mercantil (leasing), portabilidade de crédito, PRICE, principal, saldo devedor, valor amortizado.
Ver Pagador.
O sacador (conceito que se confunde com cedente, emitente ou emissor, no contexto bancário e comercial) é quem emite o documento de crédito (boleto, cheque, duplicata, letra de câmbio, letra promissória). O sacador é quem dá a ordem de pagamento, para cobrar o pagamento de uma dívida. Ou seja, o sacador é quem vendeu o produto ou serviço e tem a receber.
Exemplo: enquanto o sacador é o credor que emitiu um documento de crédito e tem dinheiro a receber por uma venda que fez a prazo, o sacado é o devedor que deve quitar o débito relativo a uma compra que fez a prazo.
Ver também: beneficiário, cedente, pagador, sacado.
É o valor que falta ser pago de uma dívida. Ao longo do tempo, os juros fazem esse saldo devedor crescer, enquanto as amortizações pagas pelo devedor fazem o saldo devedor diminuir. O saldo devedor pode vir tanto de um empréstimo ou financiamento quanto de um pagamento inferior ao valor total de uma fatura de cartão de crédito. Além disso, também é possível ter saldo devedor em uma conta-corrente, o que significa que o cliente está “no vermelho” ou “no negativo”, isto é, entrou no limite de crédito do cheque especial.
Exemplo: vendi meu carro e, com o dinheiro, quero quitar meu crédito consignado. Para isso, o banco deve informar meu saldo devedor para que eu possa realizar o pagamento antecipado, com desconto.
Ver também: amortização, cartão de crédito, cheque especial, credor, devedor, dívida, juros, no vermelho.
É o valor total à disposição do cliente em sua conta-corrente, que inclui tanto o dinheiro que ele tem depositado nela quanto o limite de cheque especial pré-aprovado pelo banco. Uma ressalva aqui: o dinheiro depositado na conta é do correntista (o dono da conta), mas o limite do cheque especial é dinheiro do banco, colocado à disposição do correntista para uso a qualquer momento. O uso dessa parte do saldo disponível implica a cobrança de altas taxas de juros.
Exemplo: ao consultar o extrato bancário, para saber quanto dinheiro seu de fato tem depositado em conta, o cliente não pode considerar o saldo disponível.
Ver também: cheque especial.
##### SALDO BLOQUEADO
É um valor que o banco informa estar separado na conta-corrente para o pagamento, ao fim do dia, de alguma obrigação que tem vencimento naquele dia.
Exemplo: se o saldo da minha conta é de R$1.000, mas eu vejo que tem um saldo provisionado de R$400, isso quer dizer que só posso movimentar R$600, se não quiser entrar no vermelho.
Ver também: conta-corrente.
Ver financeira (SCFI).
O Sistema de Informações de Créditos (SCR) é um sistema do Banco Central que mostra as dívidas e outros compromissos financeiros de pessoas físicas e jurídicas com bancos e outras instituições do Sistema Financeiro Nacional. Alimentado mensalmente pelas instituições financeiras com dados sobre empréstimos e financiamentos, o SCR não é um cadastro restritivo; ele apresenta o saldo devedor, o tipo de operação de crédito e se a dívida está em dia ou em atraso. Por conter informações sigilosas, o acesso ao Relatório de Empréstimos e Financiamentos do SCR é individualizado, e pode ser feito através do sistema Registrato, usando a conta Gov.br do titular do CPF ou CNPJ a ser consultado.
Exemplo: quando eu estava negociando um empréstimo, o banco pediu minha autorização para consultar meu relatório do SCR. Eles queriam avaliar meu perfil de risco antes de liberar o crédito, visualizando que tipo de operação de crédito já tenho. Queriam também saber o valor da dívida e ver se ela está em dia ou em atraso.
Ver também: cadastro restritivo, CCS, Registrato.
Pessoa interessada no bem exposto ao risco e que contrata um seguro para proteger esse bem.
Exemplo: no meu seguro de vida, eu sou o segurado e os meus cinco filhos pequenos são os beneficiários que receberão a indenização caso eu venha a falecer.
Ver também: apólice, franquia, indenização, prêmio (em seguros), risco (em seguros), seguradora, seguro, sinistro.
Instituição que aceita garantir riscos de seus clientes e assume a responsabilidade pelo pagamento da indenização caso ocorra um sinistro. A função de uma seguradora é proteger o patrimônio segurado no caso da concretização do risco em consequência de eventos como acidentes, incêndios, roubos, processos judiciais, morte.
Exemplo: neste ano, fiz o seguro da minha casa e do meu carro com a mesma seguradora. Será que fiz bem ou deveria ter diversificado?
Ver também: apólice, franquia, indenização, prêmio (em seguros), risco (em seguros), segurado, seguro, sinistro.
Mecanismo para cobrir riscos e proteger o patrimônio de perdas financeiras, por meio da reparação do dano ou da indenização pelo prejuízo causado por determinadas situações acidentais previstas em contrato. Ao contratar um seguro, o segurado paga a uma empresa seguradora para que ela possa cobrir uma parte do valor (ou até mesmo todo o valor) relacionado ao bem exposto ao risco e que está sendo protegido pelo seguro. Entre outras possibilidades, esse bem pode ser um carro, uma casa, uma operação financeira, a saúde ou mesmo a vida de uma pessoa.
Exemplo: comprei um carro e, antes de sair com ele da loja, já vou fazer um seguro contra roubo e acidentes.
Ver também: apólice; franquia; indenização; prêmio (em seguros); risco (em seguros); segurado; seguradora, sinistro.
A taxa de juros Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, que influencia outras taxas de juros do país, como taxas de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Trata-se da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A Taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Exemplo: a definição da taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Ver também: CMN, Copom, IPCA
É uma combinação de números ou letras maiúsculas ou minúsculas, que o cliente cadastra no banco e depois deverá digitar, para autorizar transações financeiras utilizando cartões de crédito ou de débito, caixas automáticos, internet banking pelo celular ou computador e telefone. É possível que cada um desses meios de movimentação do dinheiro exija uma senha diferente. A senha funciona como uma assinatura digital do cliente, registrando sua autorização para a realização de pagamentos ou a contratação de serviços bancários em seu nome.
Exemplo: é muito perigoso guardar a senha anotada junto do cartão porque, se a pessoa for roubada ou perder o cartão, outros poderão mexer na sua conta, sacar todo o seu dinheiro e até contrair dívidas em seu nome.
Ver também: cartão de crédito, cartão de débito, conta-corrente, internet banking.
##### SERASA EXPERIAN
Funciona como um banco de dados de maus pagadores no Brasil, em que ficam registrados seus nomes e informações de suas dívidas em aberto.
Exemplo: não paguei uma fatura do cartão de crédito, e o banco colocou meu nome na Serasa.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), cadastro positivo, CCF, negativado, restrição cadastral, SPC.
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é o conjunto de instituições que promovem a intermediação financeira, ou seja, o encontro entre quem tem dinheiro para emprestar e quem tem a disposição para tomar dinheiro emprestado. Por meio do sistema financeiro, as pessoas, as empresas e o governo guardam dinheiro, pagam suas dívidas e realizam seus investimentos. O SFN é composto por agentes normativos, supervisores e operadores. Os órgãos normativos, que determinam as regras (normas) para o funcionamento do sistema, são os seguintes: Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).
As entidades supervisoras, que fiscalizam as instituições operadoras para garantir o cumprimento das normas, são as seguintes: Banco Central do Brasil (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
Os operadores são as instituições que lidam diretamente com o público, ofertando serviços financeiros, no papel de intermediários. Entre os principais operadores, estão os bancos, as instituições de pagamento, as financeiras, as corretoras, as administradoras de consórcios e a bolsa de valores.
Exemplo: para saber cada vez mais sobre o Sistema Financeiro Nacional, eu sempre consulto o portal do BC na Internet, em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sfn.
Ver também: CMN.
A ocorrência do risco coberto, durante o período de vigência do seguro.
Exemplo: vou renovar o seguro do meu carro com um belo desconto por causa do bônus de Classe 10, já que, em dez anos de seguro, nunca tive nenhum sinistro.
Ver também: apólice, franquia, indenização, prêmio (em seguros), risco (em seguros), segurado, seguradora, seguro.
##### SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO (SPC)
Lista com nome e dados de devedores com dívidas ou prestações em atraso, no Brasil. É administrada por associações comerciais e câmaras de dirigentes lojistas. Diz-se informalmente que quem está no SPC está com o nome sujo.
Exemplo: fui ao representante do SPC em minha cidade, para consultar se havia algum registro no meu CPF.
Ver também: cadastros restritivos (negativos), cadastro positivo, CCF, negativado, restrição cadastral, Serasa.
É um valor que o banco cobra por um serviço que presta ao cliente, como fornecer um extrato com as informações de conta, realizar transferências bancárias ou permitir saques em caixas automáticos.
Exemplo: eu sei que, para fazer até quatro saques por mês, não é cobrada tarifa bancária de saque.
Ver também: conta-corrente, pacote de serviços.
##### CONCESSÃO DE ADIANTAMENTO A DEPOSITANTE
É a tarifa que o banco cobra por liberar na conta-corrente do cliente, em casos excepcionais, o valor necessário para cobrir algum saque, pagamento, débito automático ou cheque, quando o saldo disponível não é suficiente. A tarifa de adiantamento a depositante pode ser cobrada no máximo uma vez a cada trinta dias, e seu valor é fixo, isto é, não é proporcional ao valor que foi adiantado pelo banco.
Exemplo: já tinha usado todo o limite do cheque especial quando a fatura da TV a cabo, que está no débito automático, bateu na conta. Agora, além de tudo, ainda devo o valor da tarifa de adiantamento a depositante.
Ver também: cheque especial, conta-corrente, crédito, débito, saldo devedor, saldo disponível, tarifa bancária.
É a remuneração cobrada pela instituição financeira para administrar os recursos aplicados pelos diversos cotistas em um fundo de investimento.
Exemplo: além da rentabilidade dos fundos de investimento, é importante comparar as taxas de administração cobradas, antes de decidir onde aplicar um dinheiro.
Ver também: aplicação, fundo de investimento, investimento, poupança.
No segmento dos consórcios, é a remuneração que a administradora de consórcio cobra pelos serviços de formação, organização e gestão do grupo de consórcio, até o seu encerramento. A taxa de administração normalmente corresponde a um percentual do bem ou do serviço objeto do plano de consórcio e costuma ser cobrada mensalmente, dentro do valor das contribuições pagas pelos consorciados. Dependendo do contrato, parte da taxa de administração pode ser cobrada antecipadamente, para cobertura das despesas iniciais da administradora para formar o grupo, ou como material publicitário, ou comissão de vendas, entre outras.
Exemplo: é importante comparar as taxas de administração cobradas por diferentes administradoras de consórcio antes de aderir a um plano de consórcio.
Ver também: consórcio, contribuição, cota, fundo comum, grupo.
Taxa cobrada pela administradora de consórcio por ter que administrar os recursos não procurados após o encerramento de um grupo de consórcio. A taxa de administração não é cobrada de todos os consorciados, mas apenas sobre os recursos não procurados pelos consorciados excluídos (desistentes ou cancelados) ou pelos que já foram contemplados e quitaram o contrato, mas não resgataram o valor a receber com o encerramento do grupo.
Exemplo: se estiver no contrato, a administradora pode se apropriar periodicamente de uma parte dos recursos não procurados, como cobrança de taxa de permanência.
Ver também: consórcio, grupo, recurso não procurado.
Significa taxa de juros de referência. É uma taxa calculada pelo Banco Central do Brasil e utilizada para determinar o rendimento de investimentos, como a caderneta de poupança, e a correção de financiamentos imobiliários.
Exemplo: comprei um apartamento financiado pelo banco com uma taxa de 10% ao ano mais a TR.
Ver também: conta-poupança, financiamento, juros, rentabilidade.
Ver Selic.
O Tesouro Direto é uma plataforma do Tesouro Nacional, em parceria com a B3, que permite a compra de títulos públicos federais, por pessoas físicas, através da internet. Os títulos comercializados por meio do Tesouro Direto são garantidos pelo Governo Federal, por isso o investimento é considerado como um entre os de menor risco no Brasil. Há incidência de impostos sobre os títulos comprados no Tesouro Direto: o IOF é aplicado em resgates realizados em menos de 30 dias, e o Imposto de Renda é cobrado com alíquota regressiva conforme o prazo da aplicação. Há também a cobrança de taxas: a B3 cobra uma taxa de custódia, e a instituição financeira que o investidor escolhe para intermediar a compra e venda de títulos pode cobrar uma taxa adicional. Os investimentos podem ser feitos pelo portal do programa Tesouro Direto ou pelo site da instituição financeira escolhida para atuar como corretora.
Exemplo: para acompanhar o rendimento dos títulos e saber cada vez mais sobre o Tesouro Direto, eu sempre consulto https://www.tesourodireto.com.br/ na internet.
Ver também: investimento, IOF, título público.
Os títulos públicos são investimentos de renda fixa que representam um empréstimo feito por um investidor ao governo. No Brasil, a comercialização de títulos públicos federais é feita por meio do Programa Tesouro Direto. Títulos públicos com diferentes características estão disponíveis: podem ser prefixados, pós-fixados e híbridos, com diferentes datas de vencimento. Os títulos são emitidos pela União, para captar recursos, financiar a dívida pública e atividades como saúde e educação. Ao comprar os títulos, o investidor empresta dinheiro ao governo em troca de uma remuneração que será paga na data de vencimento dos títulos ou, em alguns casos, semestralmente. Os títulos têm liquidez diária, mas, fora da data de vencimento, serão recomprados pelo Tesouro com base no preço de mercado da data de resgate. Se forem mantidos até a data de vencimento, o investidor receberá a rentabilidade prometida no momento da compra. Como os títulos comercializados no Tesouro Direto são emitidos pelo governo federal, em reais, esses títulos são um investimento com baixíssimo risco de crédito. O investidor precisa apenas estar atento às oscilações nos seus preços, no caso de resgates antecipados.
Exemplo: decidi investir em títulos públicos para usar nos meus projetos de médio e longo prazo. Agora preciso de disciplina para não sacar antes e perder a remuneração pactuada.
Ver também: investimento, resgate, Tesouro Direto.
É a parte do principal de uma dívida que já foi efetivamente abatida pelas amortizações. No segmento dos consórcios, é a parte dos valores já pagos por um consorciado que foi destinada ao fundo comum do grupo.
Exemplo: é com base no valor amortizado no plano de consórcio que é calculada a restituição devida ao consorciado excluído.
Ver também: consórcio, contribuição, fundo comum, grupo.